quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Biblioteca Caio Fernando Abreu?

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Não há dúvidas de que a URI representou um divisor de águas para a nossa sociedade e, através de seus diversos projetos, sua inserção cultural e seus cursos acadêmicos é um patrimônio de nosso município. No entanto, há algo que me chama a atenção na estrutura da universidade e que, penso, poderia ser diferente. Ao invés de seguir a tradição de nominar bibliotecas com o nome de algum grande escritor, a biblioteca da URI chama-se Perseverando Bochi, que é o nome do pai da ex-diretora, Ayda Bochi Brum, por uma homenagem pessoal da ex-diretora. Tenho certeza de que ele deva merecer homenagens por ter possibilitado à filha a oportunidade de estudar e tornar-se quem é. Mas, reservando-lhe o devido respeito, desconheço que tenha ele contribuído, de qualquer forma que seja, com a literatura. Nem mesmo um simples verso de pé-quebrado. Não sei se o nome da biblioteca foi provisório ou não, mas creio que uma bela alternativa seria rebatizar com o nome de nosso escritor máximo: Caio Fernando Abreu. Seria uma homenagem justa de nossa cidade, partindo dessa grande instituição e que seria bastante apropriada ao ambiente da biblioteca.
Até porque está faltando em Santiago uma homenagem que marque em definitivo que somos a cidade do Caio. Cruz Alta, por exemplo, faz questão de colocar o nome de Érico Veríssimo onde possa. E, em minha ótica, certamente a biblioteca da URI seria a melhor opção para homenagear o nosso Caio que, por enquanto, só tem uma fotinha lá numa parede lateral da galeria de escritores no Centro Cultural. E, claro, o troféu "Caio Fernando Abreu", que é entregue no Santiago Encena, por uma proposta do vereador Nelson Abreu. Mas podemos e devemos fazer mais pelo Caio e, consequentemente, valorizando um escritor nascido nesse chão e que é altamente valorizado, por exemplo, em Porto Alegre e, em sua cidade-natal, não encontra o mesmo tratamento. Claro que essa sugestão é uma particularidade minha e eu esteja me metendo onde não devia. Mas caberia fazer uma discussão, afinal, a URI é a universidade da comunidade.

Hélio dos Passos

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Em homenagem às minhas colegas de trabalho Rose, Clarissa e, especialmente, a Mari que sabe imitar com perfeição a coreografia deste graaaaaaaaaande artista brasileiro: Hélio dos Passos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Revolução cultural

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Minha coluna para o Expresso de sexta-feira, 31 de agosto

Aos poucos, Santiago vai se transformar e alcançar uma evolução cultural que deverá atingir toda a população. Em essência, é esse o objetivo do projeto "Santiago do Boqueirão, seus poetas, quem são?", lançado pelo curso de Letras da URI-Santiago e idealizado pela professora Rosane Vontobel Rodrigues. O projeto reúne dezenas de escritores santiaguenses, atuantes nos mais diversos gêneros literários, e pretende transformar a escrita em um produto de consumo. Em função disso, o projeto está dividido em várias etapas. Já iniciou com a pintura de poesias em muros da cidade, poesias em sacolas de supermercado e nos ônibus. Agora, chegou a vez dos poemas voadores, que já podem ser lidos em pontos comerciais.
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Também estão sendo lançados produtos gastronômicos se utilizando do nome de escritores. Em seguida, serão publicados livros de contos, crônicas e poesia, sendo que o primeiro lançado foi o de Oracy Dornelles. Também já está no ar o portal "www.terradospoetas.com.br", desenvolvido pelo meu camarada Bactéria. Outro fator transformador que o projeto propõe é a criação de três praças temáticas: a praça do Além, a do Amor e a do Gaúcho. São ações como essa que irão revolucionar Santiago e criar uma geração mais crítica e pensante. E, afinal de contas, esse é o rumo certo para a transformação de uma socieade. Cultura não é evento de final de semana, nem fogo de artifício ou igreja no meio do campo: cultura é algo perene e que deve estar inscrustado na consciência de cada um.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

BJACK Cada Vez Mais Longe!

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Não só de poetas vive Santiago. Há tempos, os meus grandes amigos da banda BJack vem engrandecendo o nome de nossa cidade através de sua música e mostrando que aqui temos gente talentosa. A banda já participou de shows por toda a região e já foi atração em canais de televisão aqui do Estado. Dessa vez, a banda estará na capital do estado mais uma vez, para apresentar-se no Programa Papo Clip, da TVCom em Porto Alegre. Será no dia 30/08, quinta-feira, a partir das 16:00h. A TVCom é um canal aberto apenas para a grande Porto Alegre, no restante do estado ela é disponível pela tv por assinatura NET, canal 36. A galera do BJack foi convidada pela produção do programa para mostrar algumas músicas do seu cd "O Resto É Pó" e para falar sobre a agenda de shows, que está lotada!Quem tiver a oportunidade de assistir ao programa não pode perder. Aos poucos a BJack está conquistando seu espaço e ultrapassando fronteiras, rumo ao sucesso. Falando no CD dessa gurizada, ele está à venda ali com a Théia, na Mercossul CDs e com o Chico, na Komplementus, além de outros pontos.

domingo, 26 de agosto de 2007

Ernesto Alves: "um paraíso ecológico desconhecido"

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Outro dia, falei em turismo, tecendo algumas críticas ao modo como essa área é desenvolvida pela prefeitura de Santiago. Nesse aspecto, cabe ressaltar que tudo o que eu falei foi num sentido de crítica construtiva. Tenho por mim aquele raciocínio de que "devemos brigar nas idéias, não nas pessoalidades" e tudo deve obedecer um sentido de somar, de construir. Enfim, até me questionaram via e-mail o que eu faria pelo Turismo em Santiago, caso tivesse de dar algum direcionamento.

Primeira coisa: acredito que o fato de termos uma secretaria de Turismo, Indústria e Comércio é um equívoco administrativo, por alguns paradoxos. A função de um secretário de Turismo seria de, principalmente, viajar e divulgar o nome de nossa cidade, participar de feiras e eventos pelo Rio Grande do Sul afora divulgando as nossas potencialidades, buscar verbas federais para essa área, enfim, estar sempre em contato com os representantes políticos e, principalmente, viajar mesmo, trazendo resultados efetivos. Agora, a outra responsabilidade, como secretário de Comércio e Indústria, requer que a figura do secretário seja mais presente no município, organizando feiras, visitando empresas, conversando com empresários, estar em contato com a Câmara de Vereadores, buscar construir junto aos legisladores propostas que beneficiem o comércio local.

Ou seja, valorizar aquilo que temos aqui, em nossa cidade, os nosso empreendedores. Fomentar benefícios para que eles possam prosperar e, consequentemente, possam empregar mais pessoas. E, claro, na medida do possível viajar e buscar subsídios para desenvolver Santiago. Essa história de ficar esperando que alguma indústria venha para cá é utopia. Santa Maria quer indústrias, Pelotas quer indústrias, Caxias do Sul quer indústrias, Uruguaiana quer indústrias. Ou seja, não adianta ficar disputando com outros municípios maiores. A gente tem que fortalecer aqui, o que temos. Até porque nossa cidade não tem característica industrial e isso está mais do que provado. Então, a princípio, o melhor seria desvincular: Indústria e Comércio tinha de ser uma secretária em separado do Turismo, que poderia vincular a Cultura e o Esporte. Seria o mais sensato a fazer, para dar maior mobilidade.

Nesse ponto, quero fazer uma observação com relação ao turismo. Outro dia, estava conversando com o prefeito Chicão, que é uma pessoa que admiro e gosto, e lembrei a ele de uma sugestão que eu tinha dado, ainda na época da campanha de reeleição dele. Observei a respeito do turismo em Ernesto Alves. Eu disse que o turismo naquele distrito não vai se desenvolver do jeito que está e muito menos os pequenos empreendedores vão conseguir obter benefícios com essa proposta de turismo sazonal que temos. Ernesto Alves é, como dizia Caio Fernando Abreu, "Um paraíso ecológico felizmente desconhecido". Não adianta querer fazer de lá um recanto de visitas somente no verão. Tem que criar alternativas que desenvolvam Ernesto Alves durante o ano inteiro. Então, fiz as seguintes observações:

- Ernesto Alves tem o balneário, mas isso atrai gente só no verão, então, tem que criar outros atrativos para o ano inteiro.

- Você já observou o céu em Ernesto Alves à noite? É lindo. Dá para ver as constelações nitidamente. Sugeri que se estruturasse um observatório, tipo o planetário de Santa Maria, em nossa distrito turístico e fizesse algum tipo de convênio com a URi. Que fossem colocados telescópio, fotos, pesquisas e outros atrativos relacionados a astronomia em Ernesto Alves. Que se divulgasse que temos aí o melhor ponto de observação de astros, planetas e estrelas, já que o distrito é circundado por morros e estes impedem a luminosidade da cidade, proporcionando uma visão singular do firmamento. Até exemplifiquei o Museu de Ufologia que existe em Itaara, que recebe muitos visitantes.

- Que se pensasse em estruturar um museu do imigrante, com fotos e objetos antigos, contando a história não só de Ernesto Alves, mas de outros distritos e, principalmente, da própria evolução de Santiago.

- Que pensassem em fazer uma proposta lá para o seu Cassol e se levasse o zoológico de aves para aquele distrito. Que ele ficasse bem estruturado e confortável para as diversas espécies lá existentes. O que ocorre é que o mini-zoológico do seu Cassol é um atrativo e recebe excursões e visitas de escolas de Santiago e da região. Porém, se esse zoológico estivesse ali, em Ernesto Alves, esse pessoal que não investe em nada quando vai ao seu Cassol, vai estar num distrito distante da cidade. Aí, o que ocorre: vão comprar lanche, refrigerante, lembranças, etc. É isso que fomenta o desenvolvimento turístico. Aí, sim, iria beneficiar os pequenos empreendedores do distrito.

- Sugeri outras coisas lá também de se instalar um teleférico e tal e abrir concorrência para empresas que explorem o equipamento. Mas para isso ser possível só quando Ernesto Alves começar a receber um bom fluxo de visitantes. 

Corruptores e corruptíveis

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Na noite de sexta-feira, após a sessão solene, meu rumo foi a sede do Sindicato dos Servidores Municipais, onde estava um grupo de amigos, comemorando o aniversário de meu grande amigo Francisco Rosso Diello, "o" Chico. Saboreamos um risoto produzido pelo José Dragão e me diverti com as tiradas do Ciro e do Ferrugem. Tudo bacana, na camaradagem. Depois a galera inventou de jogar truco, enquanto outro grupo conversava e ouvia música. Infelizmente, uma fato negativo marcou aquela noite. O carro da Lizi, que é filha do ex-secretário da saúde Pedro Perassolo, foi arrombado em frente ao sindicato e lhe furtaram o aparelho de som. O Chico e eu estávamos dando uma saída para levar uma panela de risoto para o Felizardo. O Chico tava meio "chuco", como ele diz, e me deu a chava do carro. Nesse momento, os brigadianos estava observando um carro. Não reconheci que era o da Lizi e só via que piscava o farolete. Os policiais vieram falar conosco e observaram que o carro tinha sido arrombado. Aí que eu vi que era o carro da Lizi. Ela tinha deixado de ativar o alarme, por que o mesmo estava disparando por qualquer coisa. Foi aí que algum filho da puta arrombou o carro. Os brigadianos então nos observaram que somente naquela noite de sexta-feira era o terceiro carro que tinha sido arrombado. Enquanto a Lizi e o Divaldo ficaram fazendo a ocorrência e lamentando o estrago, o Chico e eu nos dirigimos até o Felizardo, indignados com a atitude dos larápios, que não se importam com o patrimônio dos outros. Fica o pensamento: se esses caras roubam é porque tem quem compre. E se tem quem compra, há quem financie o crime. Quem compra comete um crime muito maior do que aquele que rouba, afinal, é um corruptor, formando corruptíveis...

Sobre a sessão solene

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Na sexta-feira à noite, aconteceu uma sessão solene em homenagem aos 123 anos da Câmara de Vereadores de Santiago. Na oportunidade, foram entregues títulos de "Cidadania" e "Benemerência" para 11 pessoas que contribuiram com o município através de seu trabalho. Foi, sem dúvida, uma sessão emocionante e que levou muita gente às lágrimas, fosse através dos discursos enaltecendo os agraciados, fosse através do desabafo de cada um deles, a respeito do que representava aquele momento em suas vidas. Como sou um jornalista parcial (imparcialidade não existe), vou destacar aqui alguns pontos dos discursos que mais gostei.
- O médico Paulo Renato Décio da Costa foi, sem dúvida, o que mais mexeu com as emoções de um plenário lotado. Ele lembrou de quando chegou a Santiago, na década de 70. "Desci do ônibus na antiga rodoviária, que ficava em frente a praça. Atravessei a rua e sentei em cima de minha mala, pensando qual seria o meu rumo, numa cidade desconhecida para mim". Em seguida, o médico olhou para o seu Antoninho Duarte, que também estava entre os homenageados. "O senhor lembra, seu Antoninho, quando me recebeu em sua casa, sem saber quem eu era, de onde eu vinha. Me abriu as portas de sua casa. O senhor foi para mim como um segundo pai...", neste momento, Décio embargou a voz, baixou a cabeça e não conseguiu falar. Eu via a minha amiga Sandra Siqueira e outras pessoas se emocionaram com as palavras de Décio. A Aritana, sua companheira chorava, a Suzana Lemes chorava, o Nelson Abreu chorava, a Rose Bordinhão, ao meu lado, também chorava. E, claro, o seu Antoninho Duarte. Em seguida, Décio levantou a cabeça e contou de seu trabalho junto ao bairro Ana Bonato, onde atende dezenas de crianças, gratuitamente, há vários anos. "Estou recebendo esse título em função desse trabalho, que sempre fiz quietinho. Não sei como me descobriram..". O vereador Cláudio Cardoso, que indicou Décio para o título, sorriu. Sem dúvida, o médico foi o mais aplaudido da noite.

- O jornalista Edson Moiano, que é natural de São Luiz Gonzaga, disse que durante a sessão solene, ficou rememorando a juventude vivida em Santiago. Lembrou de quando estudava na escola Cristóvão Pereira, onde dividia a classe ao lado do escritor Caio Fernando Abreu. Também lembrou de uma linda professora que todos admiravam: Enadir Obregon Vielmo. "Estar em Santiago, é me ver num túnel do tempo e lembrar do jovem que fui, meus primeiros passos profissionais, meus amigos. Minha primeira e única namorada, que é a minha esposa. Esse título que estou recebendo hoje é, para mim, a minha nova certidão de nascimento. Sou Santiaguense".
- O prefeito José Francisco Gorski parabenizou a organização da sessão solene e, principalmente, ao presidente do Legislativo, Diniz Cogo. E como é ligado ao meio futebolístico, ele fez uma comparação. "Os vereadores aqui, foram bons técnicos e indicaram uma seleção de agraciados que, certamente, vai demorar algum tempo para se repetir. Todas essas pessoas engrandeceram a nossa cidade e merecem essa homenagem. Essa seleção é como do Brasil em 1970", observou Chicão.

- O deputado Marco Peixoto, representando a Assembléia Legislativa, observou que tem participado de diversas sessões solenes em várias Câmaras do Estado e também na Assembléia e fez um reconhecimento. "Esta sessão aqui, em Santiago, certamente foi a mais bem organizada e mais emocionante que estive participando nos últimos tempos".

- O vereador Marcos Roberto Fiorin Flores, o Kinho, que teve a sua foto inaugurada na galeria de ex-presidentes da Câmara fez questão de lembrar que todo o trabalho desenvolvido em sua gestão na presidência, contou com o apoio de todo o quadro funcional do Poder Legislativo. E ele citou um por um dos funcionários da Casa, destacando a sua importância. Logo que sentou na cadeira, ele olhou para a Liane, nossa colega, e observou preocupado. "Bah, me esqueci de ti". A Liane não se importou. Aplaudiu o discurso do Kinho, por ter lembrado de todos os colegas.

- O diretor do jornal Expresso Ilustrado, meu amigo João Lemes, que algumas vezes foi acusado por algum politiqueiro de ser um "forasteiro" e que, por isso, não teria legitimidade para fazer críticas, foi bastante aplaudido. Ele recebeu o título das mãos do vereador Kinho, que ressaltou a importância do trabalho de Lemes para Santiago, pois através do jornal Expresso Ilustrado emprega mais de 50 pessoas só em Santiago.

sábado, 25 de agosto de 2007

Uma visão de Santiago de quem está longe

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Eis uma das maiores razões de ter sido criado o blog Visões de Santiago: permitir que as pessoas que nasceram nessa terra ou aqui viveram e que estejam longe de Santiago posssam matar um pouco as saudades daqui, por meia da internet. Esse e-mail que recebi, Robinson Valmir Damasceno Simões, sintetiza esse sentimento:
"Sai de Santiago em Outubro de 1975 e não retornei mais. Fazem precisamente 32 anos, muito tempo.Navegando pela internet observei o excelente trabalho fotográfico feito por você, que me fez recordar o tempo de moleque que andava pela Getúlio Vargas, altura da ponte seca.Em tempo, vi a construção e inauguração do Hotel Vila Rica.Quero parabenizá-lo pelo trabalho, terei que ir a Santa Maria em Janeiro de 2008 e espero conhecer a Santiago de hoje".

Para pensar...

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"Não enfrentes monstros sob pena de te tornares um deles. E se contempla o abismo, a ti o abismo também contempla".

Frierich Wilhelm Nietzsche

Enquete do Guia dos Blogs

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Finalizou, no Guia dos Blogs de Santiago, uma enquete intulada "Na categoria Jornalismo e Crítica, qual o blog que você mais acessa em Santiago?". Os resultados foram os seguintes: Blog do Cleudo Irion com 39 votos (31%); Júlio Prates com 34 votos (27%); Júlio Garcia com 13 votos (10%); O Boqueirão, com 7 votos (5%); Márcio Brasil com 5 votos (4%); Eliziane Mello e João Lemes com 2 votos (1%) e Leonardo Rosado, com 1 voto (0%). Cabe ressaltar que a referida enquete não tem valor científico, sendo apenas uma ferramenta de entretenimento e curiosidade.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Pesquisador encontra cidade submersa e aponta vestígios para a Atlântida

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Uma expedição de um instituto de pesquisa japonês disse ter encontrado vestígios de uma civilização antiga na costa da ilha de Yonaguni, no sul do Japão. Há muito tempo se procura uma cidade submersa conhecida como Mu ou Lemuria, que teria desaparecido no Oceano Pacífico 4 mil anos atrás.O professor Masaaki Kimura vem tentando provar a teoria há décadas, apesar de enfrentar o ceticismo de muitos colegas acadêmicos. "Pela disposição das ruínas, ela pode ter sido parecida com uma cidade romana antiga," diz o especialista. Ele acredita que havia um "arco do triunfo" ao lado de um coliseu e um santuário no topo de uma colina. Várias peças foram resgatadas no local, avistado pela primeira vez por turistas em 1985. Kimura disse que está quase convencido de que "esta é uma civilização misteriosa que submergiu depois de um terremoto. A cidade não é o que os ocidentais descrevem como Mu, mas Mu ou o continente perdido da Atlântida poderiam ter sido moldados nela. O acadêmico japonês está determinado a continuar com suas expedições para desvendar os mistérios das rochas da costa de Yonaguni.

24 de agosto

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Esta sexta-feira é uma data histórica. Há 53 anos, por volta das 8h da manhã, o som de um tiro se fazia ouvir pelos corredores do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Foi no dia 24 de agosto de 1954 que o então presidente Getúlio Vargas suicidou-se, "saindo da vida para entrar na história".

Il Postino

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Alguém já ouviu falar de Luiz Enrique Bacalov? Talvez não. Mas se você quiser conhecer um pouquinho da obra deste grande compositor argentino, sugiro que alugue o filme "O Carteiro e o Poeta". Tem ali na Vídeo Ponto Com, a locadora do Jairo. O filme se passa num povoado litorâneo da Itália e conta a história de Mario Ruopullo, filho de um pescador, que consegue um trabalho como carteiro. Acontece que o poeta chileno Pablo Nerura se mudou para o lugarejo e a agência local do Correio necessita de um entregador exclusivo para o poeta, visto que ele se instala numa casa um tanto distante da sede do Correio, obrigando o gerente a contratar. Assim, Mario, em sua simplicidade começa a conhecer o universo da poesia, através de seu contato com Neruda, que o ajuda a aflorar o seu lado "poeta" e, até mesmo, descobrir o que é uma metáfora. Tudo isso embalado pela tocante trilha sonora de Bacalov. Vale à pena assistir pela simplicidade que faz bem ao coração. Nessa quinta-feira reassisti, pela quinta vez, a essa obra. Tenho uma coleção de filmes que, volta e meia, rodam no DVD só para poder conferir uma ou outra cena.

Vulmar elogia obras da Câmara

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Conversando com o ex-prefeito Vulmar Leite, ele me revelou algo inesperado para mim: era leitor do meu blog. "Salvei o teu blog nos meus favoritos". Fiquei surpreso com essa. E provando que realmente tinha lido alguns textos meus, ele observou sobre minhas crônicas e alguns comentários a respeito de cultura e turismo, anteriormente postados.
No último domingo, como todos sabem, Vulmar foi eleito para ser o presidente do PSDB. Atualmente, o seu nome vem ganhando forças para ser candidato a prefeito. Em sua visita na Câmara, aproveitei para perguntar sua opinião a respeito da obra de ampliação, a qual pretende servir para criar os setores de contabilidade e tesouraria da Câmara. "Acredito que o município ganhará com um Poder Legislativo mais fortalecido e independente. Isso vai possibilitar uma separação dos Poderes e desburocratizará serviços. Quando prefeito, cheguei a propor que a Câmara tivesse essa independência. Vejo essa obra com bons olhos e parabenizo a administração do Presidente do Legislativo, o vereador Diniz Cogo, pela visão e iniciativa", observou Vulmar Leite.

Eliziane Mello no PMDB

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Sem dúvida, um importante fato político. A jovem Eliziane Mello confirmou que vai mesmo se filiar ao PMDB e deverá se candidatar a vereadora no município de Maçambará, terra de sua família. Recebi essa informação através de um e-mail do meu amigo Júlio Prates, companheiro de Eliziane. Na última eleição, em 2006, a Eliziane concorreu ao cargo de deputada estadual pelo PSB. Muito corajosa, essa jovem guerreira se lançou numa disputa política. Tenho grande carinho pela Eliziane, a quem considero uma amiga leal e sincera. É uma jovem inteligente e que não tem medo de qualquer confronto. Aos 19 anos, ela enfrentou uma acirrada campanha para vereadora e levantou importantes debates. Comparo-a a uma outra jovem que, aos 19 anos, também não teve medo de enfrentar cara-a-cara os seus inimigos: Joana D'arc.

Eliziane Mello faz parte de uma geração jovem contestadora e que acredita que a política é um instrumento de transformação da sociedade e que, por isso, não pode ficar à mercê de grupos ou oligarquias. Mas, sim, estar a serviço de toda a coletividade. Admiro-a por sua luta, por sua filosofia e por sua garra de menina-mulher. Outro dia, assisti a uma gravação de sua participação num programa na TV Guaíba, quando concorreu a deputada. Impressionante que, apesar de estar num estúdio de TV com diversas câmeras apontadas para ela e sendo sabatinado por meia dúzia de jornalistas, a Eliziane aparentava a mesma naturalidade com que conversa com os amigos enquanto toma chimarrão. Tenho certeza de que essa moça tem estrela e ainda vai brilhar muito.

Afinal de contas, sobre o Tribunal de Contas...

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Vejamos: hoje recebi uma ligação. Era o deputado Jerônimo Goerjen, do PP, que tinha lido o meu blog onde fazia uma referência a ida do deputado da nossa região, o Marco Peixoto para o Tribunal de Contas do Estado. Segundo o deputado, Peixoto é o indicado da bancada do PP na Assembléia para assumir a função. "Para nossa bancada, a indicação dele ao Tribunal de Contas é consenso", garantiu o deputado. Jerônimo é um deputado jovem e idealista, que leva a política à sério e demonstra compromisso com a nossa região, apesar de não pertencer a ela, buscando honrar os votos que aqui obteve nas duas oportunidades em que se elegeu para a Assembléia. Cabe ressaltar, é claro, o trabalho que meus amigos Rodrigo Vontobel e Kinho fizeram por ele, tornando o seu nome conhecido, defendendo-o e enfrentando os entraves políticos. Jerônimo é um sujeito educado e que transparece sinceridade quando fala. Gosto dele. Certamente os santiaguenses que depositaram seu voto de confiança em seu trabalho, não tem do que se arrepender. É um bom exemplo no que faz.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Visões de Santiago-RS

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Esse blog é o meu xodó, "Visões de Santiago". Criei-o para publicar fotos de nossa cidade de Santiago-RS, a Terra dos Poetas. São imagens diversas que tenho em arquivo e que periódicamente vou fazendo. Um registro da cidade que tanto amamos nós, 50 mil santiaguenses, que aqui vivemos e construímos nossa história. A idéia de criar essa página foi de dividir essa visão de Santiago com meus conterrâneos e, principalmente, com quem já foi embora daqui, mas morre de saudade e de vontade de rever o seu lar-doce-lar. É o caso do meu camarada e amigo Alberto Ritter, que em um comentário escreveu "E aí Márcio! Cara, estou salvando as fotos. Assim lá em Curitiba eu mato um pouco da saudade! hehe". É como diz o Barbela: quem já bebeu da água de Santiago, não quer saber de ir embora...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Um segredo do universo

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Samurai conhecia os segredos do universo. Conhecia os mistérios da vida e da morte, do além e do além do além. Samurai era um dos seres mais sábios do mundo. Ele falava aos humanos, tentava dividir com eles um pouco de seu conhecimento. Porém, ninguém o entendia. Pudera. Samurai era um cachorro. Para os humanos que cruzavam pela calçada, Samurai era apenas um jaguara que ficava latindo para cada um que passava. De vez em quando, ele até levava algumas pedradas. Numa dessas, lhe quebraram uma pata dianteira. Samurai conhecia e compreendia a ignorância humana. Eles não queriam lhe ouvir, nem tentar entender o seu "latim".Às vezes, o próprio cusco se questionava se valia pena continuar latindo. "Esses humanos que se ferrem". Mas era um pensamento fugaz, que logo ele próprio combatia, afinal de contas, os cães eram considerados os melhores amigos dos homens e, como bom amigo, Samurai procurava entendê-los. Ele era um cachorro compreensivo e sabia perdoar.
Na esperança que alguém lhe ouvisse, Samurai continuou latindo os maiores segredos do universo. Ele achava, por exemplo, que os humanos desconheciam o amor. Que, para eles, amor nada mais era do que escolher outro ser para gostar, trocar beijos, dar presentes, fazer sexo e gerar outro ser. Para Samurai, os humanos vulgarizavam o amor. Ele dizia que os humanos só amavam quem lhes amava ou quem eles geravam e que isso era muito fácil. E, por isso mesmo, não era amor. Ele dizia que o amor dos humanos, sem reciprocidade, perdia a força e se mostrava insignificante, no final das contas. O amor dos homens nascia do desejo, disfarçado de paixão e que, mais tarde, disfarçava-se de amor. Mas, tão tênue era essa máscara, que bastavam surgir os primeiros entraves para o amor dos homens se desfazer como fumaça e virar ódio.Amor de verdade, segundo os latidos de Samurai, era um amor por todos. Era respeitar a vida, acima de tudo. Respeitar desde uma simples formiga carregando alimento nas costas, até as cobras, até os sapos, até todos os animais, até todos os humanos. Segundo Samurai, cada criatura vivente carrega dentro de si uma fagulha divina, um pedaço do próprio Deus que, no princípio dos tempos, multifragmentou-se por toda a criação. Assim, amar aos outros como a si mesmo, nada mais era do que amar ao próprio criador. Deixar de amar aos outros ou odiar aos outros ou a si, era como renegar a própria força geradora do universo: o senhor dos Cachorros. E dos Gatos. E dos Homens. Deus.Amar quem nos ama, é fácil e, por isso mesmo, não é amor de verdade e, sim, um lampejo de amor, uma faísca. Amar não é fácil. O amor é a força mais complexa e profunda do universo. Amor de verdade é amar a todos. Até quem nos dá pedradas.

Um simples aperto de mãos...

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Ele chegou na agência de propaganda e marketing, muito amistoso e se apresentou. Apertaram as mãos. Um aperto de mãos diz muito sobre a personalidade de uma pessoa. Pelo menos, era essa teoria que ele tinha. E ele tinha sentido firmeza no aperto de mão daquele homem sorridente e simpático, cujo sorriso daria para estrelar uma propaganda de Colgate ou Cepacol. Muito educado e de fala mansa. Um homem envolvente e sedutor. Plenamente alinhado, vestia um terno de griffe italiana. E a gravata, então? Ele nunca tinha sentido inveja de uma gravata. Daquela, ele sentiu. Onde será que ele comprou aquela gravata? Precisava de uma igual para inspirar aquela aura de sucesso. Já os sapatos dele pareciam reluzir de tão bem engraxados. Definitivamente, era uma pessoa extremamente agradável, bom papo. Conhecia os mais variados assuntos e era um homem de opiniões firmes. Trouxe idéias novas para a agência, que estava ganhando rios de dinheiro com o Marketing Político. Sabe como é, você pega um péssimo candidato e transforma ele no salvador da Pátria. Ele trazia grandes idéias. Acreditava na paz mundial, falava na igualdade entre os homens e lamentava a desigualdade social. Se declarava religioso e, até mesmo, carregava um crucifixo com um Jesus dourado apregoado num cruz cravejada de brilhantes. Bonita jóia.

Foi inevitável convidá-lo para uma dose de uísque no barzinho. Cara legal. Ele pagou a rodada (nesse momento, foi inevitável perceber que sua carteira parecia uma bolsa de valores: Visa, Mastercard, Credicard). As mulheres o admiravam, lançavam-lhe os mais sedutores olhares. Derretidas por ele. Sem dúvida, era um homem de sucesso. Era impossível não querer ser como ele. "Quer saber o segredo do meu sucesso?". Claro que queria. E assinou sem ler. Era impossível não confiar naquele homem que, a partir de agora, era o seu modelo a ser seguido. Passado algum tempo, o espelho do seu quarto refletia aquela imagem sedutora que um dia ele invejou. Era um sujeito de aperto firme, fala mansa, alinhado e envolvente curtindo o sucesso que conquistara. Só uma coisa: não gostava daquele bendito crucifixo que ele tinha lhe presenteado. "Nunca tire esse crucifixo do pescoço", ele lhe disse. Devia ser alguma superstição. Por isso, resolveu deixar a jóia como pagamento para uma prostituta. Ao chegar em casa, alguém o aguardava. Ele. "Chegou o dia. Está pronto?". Sua reação ao ver o amigo, foi de admiração e espanto. Como ele tinha conseguido entrar em seu apartamento. "Eu sempre estive junto de você, desde aquele dia em que nos conhecemos. Sua vida não lhe pertence. Você viveu como eu quis que vivesse. seu objetivo ja foi cumprido". Ele não entendia. "Olhe-se no espelho". E ele se virou para o enorme espelho em sua sala, que não mais refletia aquela imagem de sucesso. O que via agora era um ser de orelhas pontiagudas, face deformada que, em cuja fronte, brotava um par de chifres demoníacos. Seus braços esticados, chegavam à altura dos joelhos e suas unhas eram enormes. Suas costas curvadas de forma bestial e seus pés bifurcados, como patas de bode. Tinha se transformado num demônio. "Nãõooooooooooooooooooo. O que você fez comigo?????". O homem ria. "Eu dei o que você quis. Hoje, vim buscar o que é meu". Não era possível. Ele já tinha ouvido falar no demônio, mas achou que era um invenção dos padres e religiosos. "Você nunca disse que isso aconteceria. Você nunca falou no mal". O homem gargalhava. "Questão de marketing, meu amigo. O bem atrai mais adeptos à minha causa do que você é capaz de imaginar"....

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Pesquisas blogueiras...

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Outro dia, um amigo disse que acessa o meu blog. Em seguida, ele questionou o porquê de eu não falar mais sobre política, notícias e assuntos diversos e que, na maioria das vezes, apenas publico as crônicas que publico em minha coluna no jornal Expresso Ilustrado. Minha primeira atitude, com relação a esse amigo, foi de espanto. "Mas você acessa o meu blog? Achei que era só eu e minha mãe". Pois bem, ele acessava. Agora eu sei: eu, minha mãe e meu amigo acessamos o meu blog. Legal. Tenho três espectadores. O fato de eu ter pouca audiência me deixa tranquilo, sem sentir aquela pressão de saber que muita gente pode estar ligada às minhas mal-traçadas linhas. Deus me livre ter um blog como o do meu amigo Júlio Prates, que possui uma audiência monstruosa. Outro dia, ele inventou de comentar sobre o meu blog no dele e em poucas horas, dezenas de acessos choveram em minha página . Mas, tudo bem. O Júlio é o Júlio. Ele pode. É um jornalista astuto, tem o dom da palavra, sabe descobrir assuntos interessantes, sabe polemizar, debater. Tem um faro único para a notícia e sabe ir onde ela está. O interessante é que, quando ele não vai atrás da notícia, a notícia o procura. E eu tive provas disso que estou dizendo.

Outro dia, em Porto Alegre, estávamos eu, o Rodrigo Vontobel, o prefeito de Jaguari, Ivo Patias; o Júlio Prates e a Eliziane Mello, almoçando no Churrascaria Durhan. Nossa conversa animada chamou a atenção de dois senhores que também estavam no restaurante. Eles chegaram e se apresentaram: eram da Agência Nacional de Pesquisas e deduziram que nós éramos ligados à política. Vieram oferecer os seus serviços na área de pesquisas políticas. Perguntaram de onde éramos e revelamos que éramos de Jaguari e Santiago. Aí, um deles fez uma observação. "Santiago? Tem um vereador lá de Santiago, me parece que do PTB, encomendou uma pesquisa nossa". Nesse momento, olhei para o Júlio Prates e caí para trás na cadeira. "Não acredito. As notícias vêm atrás desse cara". Em poucas horas, ele dava em primeira mão em seu blog a notícia que o vereador Sandro Palma teria sondado a ANP para promover uma pesquisa política em Santiago.

Sobre essa viagem em Porto Alegre, lembrei de outros detalhes. O Vontobel e eu participamos de um evento promovido pela Uvergs, onde um dos painéis foi sobre a Reforma Política, com a participação do deputado federal Pompeo de Mattos, o qual abordou todos os tópicos relativos a Reforma. E ele garantiu que ela vai ocorrer e suas consequências (para o bem e para o mal) deverão contar já a partir da próxima eleição. Algumas delas são as seguintes:
- Não vai mais ocorrer coligações na proporcional, ou seja, os candidatos tem que alcançar coeficiente eletivo dentro de seus partidos, não mais numa coligação.
- A fidelidade partidária vai ocorrer. Trocou de partido, perde o cargo. Ou, quando muito, poderá trocar de partido, mas somente no último ano da legislatura. Se trocar, só poderá concorrer pelo novo partido depois de estar quatro anos filiados. Ou seja, melhor ser fiel do que pular a cerca e perder as bolas, digo o mandato...
- Não deverá ocorrer o financiamento público de campanha na proporcional. Talvez, na majoritária.
- Se o IBGE finalizar a contagem de habitantes em Santiago e se verificar que somos menos de 50 mil, vamos ficar em treze vagas na Câmara. Se ficar acima de 50, aí sim, vamos à quinze. Mas, até o presente momento, treze é o número mais certo...

Bom, tem vários outros aspectos que não cabem aqui falar, já que o assunto foi extenso. Durante o evento, conheci um vereador do PT da cidade de Derrubadas. Muito simpático, o homem parece ser um verdadeiro fenômeno de votos em sua cidade. Com a sua votação, ele ajudou a eleger outros dois vereadores. E, sozinho, só em seu município, conseguiu 50% dos votos que um candidato a deputado federal fez na última eleição em todo o RS. Claro que o candidato não se elegeu, mas o vereador mostrou a sua força. Bom, o que eu queria a falar a respeito desse vereador: ele me perguntou de que cidade eu era. Quando contei que era de Santiago, ele saltou. "Bah, tu é da cidade do Peixoto, né?". Eu respondi afirmativamente. "E tu viu o Jornal do Almoço de hoje? O Lasier detonou sobre as diárias dele. Diz que foi dos que mais tirou diárias". Não sabia dizer. Como também não tinha assistido ao Jornal do Almoço e nem ao Lasier. "Tem certeza disso, foi o Peixoto?".
Ele insistiu afirmativamente. Fiquei com aquela pulga atrás da orelha. Mais tarde, na Assembléia Legislativa, em conversa com o Jerônimo perguntei sobre essa história do Lasier, se era verdade. "Pois é, ficou meio chato isso", ele me respondeu. Em seguida, assuntei sobre a história dos leiteiros, que foi muito falado em Santiago, que teriam sido retirados de umas terras, que pertenciam ao Peixoto e tal. "Olha, vou te dar aí o endereço do blog do Júlio Prates e dos jornais lá da cidade e tu ver melhor do que eu te contar essa história. É muito longa". Anotei os endereços virtuais num cartão e passei para ele. Em seguida, foi a minha vez de perguntar ,mais uma vez. "E é verdade que ele vai para o Tribunal de Contas o ano que vem?". Ao passo que ele me respondeu. "Estão falando isso aí, mas não sei ao certo. Para desempenhar uma função no Tribunal, é necessário o notório saber jurídico. Não sei dizer se vai ou não vai. Não tenho essa informação", deu o seu palpite. Muito simpático o Jerônimo. Gente boa, mesmo.
Hmmm. Esse post já está muito grande. Acontece que eu não tenho tido muito tempo para postar nesse blog. Mas como só minha mãe e meu amigo lêem, não preciso ficar me preocupando muito com o tamanho dos textos. Bom, agora acho que vou dormir, talvez sonhar.

PS: o meu amigo disse que vai votar em mim na enquete que o meu outro blog, o Guia dos Blogs de Santiago está fazendo, a respeito dos blogs mais lidos. Ele me questionou como poderia eu, criador do blog e da enquete, ter só três votinhos naquela enquete. "Simples: o teu, o da minha mãe. Os três que votaram em mim". Meu amigo coçou a cabeça e perguntou. "Mas e o teu voto, não aparece?". Respondi que sim. "Aparece. Eu votei no do Júlio Prates..."

domingo, 19 de agosto de 2007

Can You Read My Mind?

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O tempo passa, o tempo voa e, mesmo assim, não deixo de me emocionar com este filme e, especialmente, com esta cena de "Superman, the movie". Volta e meia coloco o filme para assistir no DVD. Não é filme velho. É filme clássico. Assistir a "Superman, o filme", é praticamente voltar à minha infância, quando amarrava uma toalha de mesa da minha avó em volta do pescoço e saia em volta da casa brincando de super-herói. Quando era criança, não tinha lá muita idéia do que pretendia fazer quanndo crescesse. Não importava a profissão. Tudo o que eu queria mesmo, era ser um super-herói. Quem sabe, eu trabalhasse num jornal, como o Peter Parker ou como o Clark Kent. Eram possibilidades. O que eu mesmo queria era poder voar. Voar como Ícaro, voar como o Superman.

Tudo neste filme me emociona: a trilha sonora de John Willians no começo é de arrepiar. A participação de Marlon Brando, a nave levando o jovem Kal-El alçando vôo, enquanto Kripton explode. A chegada à terra. A primeira aparição do herói, então, é algo extraordinário, de arrancar lágrimas pela singeleza e pela emoção. O helicoptero de Lois Lane fica preso e ela cai de cima de um prédio, sendo salvo pelo Superman com uma mão. Com a outra, ele abaralha o helicoperto. Na cena acima, que você pode assistir, o herói leva a repórter para voar, logo após uma entrevista. Os diálogos são da letra da música "Can you read my mind", ditas por Lois, tendo a canção-tema divinamente orquestrada por John Willians. A cena está em inglês, mas a tradução está logo abaixo.

Você pode ler minha mente ?
Você sabe, o que ela costuma fazer comigo ?
Nem sei quem você é. Apenas um amigo de uma outra "estrela"
Aqui estou eu como uma criança na escola
De mãos dadas com um Deus. Sou tão tola ...
Quando você me olha, fico tremendo
Como uma garotinha, trêmula
Você pode ver através de mim. Você pode ler minha mente ?
Você pode ver as coisas que eu estou pensando?
Imaginando porque você é
Tudo de maravilhoso que você é
Você pode VOAR...
Você pertence ao céu
Você e eu...Nós pertencemos um ao outro
Se você precisar de um amiga
Basta voar até mim
Mas se você precisar de um amor
Aqui estou eu,
apenas leia minha mente

Procura-se...

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Colem cartazes nos muros, nos out-doors, atrás dos ônibus. Coloquemos anúncios nas rádios, propagandas na TV e jornais. Vamos distribuir folderes, pesquisar na Internet. Vamos vasculhar listas telefônicas, percorrer bairros. É urgente. Estamos à procura de Bons Exemplos. Eles precisam ser encontrados, resgatados, colocados em cativeiro. Recriados. Se souber de algum, não deixe escapar. É necessário para a nossa sobrevivência. Precisamos de Bons Exemplos. E rápido. De Exemplos que preservem pelo menos uma das grandes virtudes (a generosidade, a presteza, a ética, a amizade, a humildade, a serenidade, a compaixão, a paciência, a bondade, a sinceridade...).Precisamos vislumbrar aqueles que ainda alimentem ideais, que sonhem, que sintam, que chorem, que busquem a luz, que mantenham a humanidade e a capacidade de se indignar com o que é errado. Exemplos que perdoem, amem, abracem, sintam saudades, admitam erros e que ajudem aos outros desinteressadamente. Exemplos que semeiem amigos, que dispam-se das vaidades, que não invejem, nem violentem. Precisamos de Bons Exemplos para que nos inspiremos neles. Para que sejam nossos líderes, nossos ídolos, nossos ideais a serem seguidos. Precisamos dos Bons Exemplos para que as crianças conheçam o que é certo e belo. Antes que o errado as alcance e envenene. Precisamos de Bons Exemplos. Porque dos maus estamos cheios.

“O amor está precisando de líderes. E os líderes estão precisando de amor”. Shakira

sábado, 18 de agosto de 2007

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Certa vez, uma amiga disse o seguinte: "não sei que mania as pessoas tem de ficar com medo de quem tem mais dinheiro. De respeitarem mais quem tem sobrenome conhecido. De se dobrarem para quem tem influência". Ouvi atentamente as suas palavras, concordei e complementei. "Imagine que eu tenho mais dinheiro que você. Vivo uma vida de regalias. E você, uma vida de dificuldades. O que eu quero, tenho só estalando os dedos. O que você quer, não adianta querer: tem de correr atrás, dar duro por meses, anos, até conseguir. Eu sou rico e você é pobre. Eu sou admirado e você é apenas um rosto anônimo na multidão.."
Minha amiga acompanha o meu raciocínio.

"Agora, Cláudia, imagine o seguinte. Eu e você, por um ato do destino vamos parar numa ilha deserta. Não importa como. Estamos lá, você e eu. Vamos ter de lutar para sobreviver do mesmo jeito. Estamos lá, desprovidos de qualquer coisa e, simplesmente, desaparece a ilusão da condição social. somos iguais. Sentimos fome do mesmo jeito, temos as mesmas necessidades. Nos ferimos e sangramos, sentimos frio, calor, raiva, dor, tristeza, saudade, afinal, os sentimentos são universais e somos todos iguais"...

Isso foi uma conversa que eu tive com uma amiga há cerca de uns oito anos, logo que comecei a trabalhar para o jornal Expresso Ilustrado. Eu tinha essa idéia naquela época e continuo tendo a mesma idéia agora. Não desviei um só milímetro do que eu penso. A verdade é que, com o passar do tempo, só fiz reafirmar e sentir como verdade esse sentimento. Somos todos iguais em sentimentos. A tal da condição social é uma ilusão. Apenas os tolos acreditam que o mundo pode ser separado em "elite" e "plebe". As pessoas merecem ser respeitadas por aquilo que são, não pelo que tem. Conheço pessoas ricas, com espírito nobre e outras com espírito pobre. E também pessoas pobres com espírito esnobe e outras, de grande riqueza espiritual. Engraçado que há quem se mate para vencer no mundo materialista, ter coisas, conquistar coisas e se esquecem que tudo isso é passageiro. E, assim, passa pela vida, sem aprender o que deveríamos ter aprendido e sem "amar ao próximo como a si mesmo".

Há poucos dias, estive participando do programa "A Brigada e a Comunidade", apresentado pelo meu amigo Cassal e pelo tenente Bittencourt, que me perguntou como estava meu orgulho pelo Brasil ter ficado em terceiro lugar nos jogos Pan Americanos. Minha resposta:
"Compreendo que o esporte é algo importante, sem dúvida. Importante apoiar os nossos atletas e tudo o mais. Mas, é um orgulho besta achar que somos um país melhor por causa de algumas medalhas de ouro. Assim como é um orgulho besta, uma ilusão achar que porque somos Pentacampeões no futebol, somos um país melhor. O Brasil é pentacampeão no futebol? Mas também é pentacampeão em miserabilidade, em desigualdade social, em exploração, em tanta coisa ruim. É isso que temos que mudar..."

O intuito da entrevista era também para falar de meus contos e crônicas que, aliás, foram reunidos aí pelo projeto "Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?". Um projeto maravilhoso desenvolvido pela professora Rosane Vontobel Rodrigues, mãe de meu amigo Rodrigo Vontobel Rodrigues, uma das pessoas que mais tive a satisfação de me tornar amigo nos últimos tempos, uma pessoa idealista, de grande valor, profissionalismo e caráter. Pois bem, sou um dos autores catalogados no projeto. Recebi um e-mail onde dizem que defendo o projeto só porque participo dele (e sou grato por isso). É um bom argumento, uma opinião que respeito. Mas é, sem dúvida, uma forma limitada de pensar. Defendo toda e qualquer idéia que seja para o bem. E acredito que a arte, uma idéia boa, ela é de todos, ela é universal e não tem proprietário.
E não importa de quem ela seja, basta que seja boa. Muito melhor defender uma idéia, do que defender uma pessoa. Idéias são perenes e são inspiradoras. Idéias podem mudar o mundo. Pessoas podem ser corruptíveis, podem ser volúveis. Enquanto nos mantivermos firmes numa ideologia, ela pode ser capaz de nos conduzir por um caminho correto. No momento, em nos envaidecemos, fica fácil desviar do caminho.

Certa vez alguém disse: "Márcio Brasil, o melhor cronista de Santiago". Aliás, são várias as pessoas que me enviam e-mails, scrapps no orkut ou que me falam que gostaram de algo que eu escrevi. Sem dúvida, ouço tais elogios aos meus escritos com satisfação. Mas não deixo que isso alimente uma vaidade. Da mesma forma, não deixo que as críticas possam me derrubar ou me envenar. Elas são importantes para nos ajudar a enxergar um outro lado, para que possamos nos construir e fortalecer. A crítica pode nos ajudar ou pode nos destruir. Sim, pois se recebemos uma crítica e resolvemos rebater de forma raivótica, estamos nos deixando levar por um sentimento de ira. E, a partir daí, nada do que vem do ego pode ser proveitoso...

Na tal entrevista na rádio, onde me pergunataram sobre o PAn: da mesma forma que eu disse que ser pentacampeão no futebol ou bronze no "PAN" não é motivo de orgulho, digo que, para mim, não é motivo de orgulho que alguém me diga que sou "o bom", ou "o melhor" nisso ou naquilo. Não é isso que me interessa. Não é esse o meu objetivo. Se escrevo, é para contar uma história, passar algo que estou sentindo, repartir algum ensinamento, tocar alguém com aquelas palavras que escrevo. Da mesma forma que recebo um elogio, recebo uma crítica: procuro ter equilíbrio. Não sei se consigo muitas vezes, pois sou humano. Todos somos humanos e passíveis de erro e os sentimentos são universais. Mas compreendo que ao escrever, minha intenção não é receber méritos. Isso é pura ilusão. Só os ególatras se deixam levar por essas vaidades tolas.

Às vezes me dizem: "aquilo que você escreveu me emocionou, me fez refletir. Como você tem essas idéias?". Não sei. Saem de meu coração. Procuro sempre ouvir o meu coração e penso que, na maioria das vezes, o que escrevo é o que me foi confiado a passar. Certa vez, li que existem seres divinos, anjos talvez, que tem a missão de inspirar aos humanos. E, assim, esses anjos estão por aí tocando pintores, músicos, escritores. E é através do toque desses seres, que Beethoven compos "A 9° Sinfonia", que Boticelli pintou a "O Nascimento da Vênus", que Einstein descobriu a teoria da relatividade, que Shakespeare escreveu "Romeu e Julieta", que John Lennon gravou "Imagine". Creio que tudo aquilo que tem êssencia, que é puro, que ao ser absorvido por alguém em forma de arte ou escrita e que gere algum sentimento nobre esteja além da capacidade de nossas mentes humanas. É preciso entrar em sintonia com forças além de nossa compreensão. Energias que compõe o cosmos e, na verdade, somos feitos da mesma matéria na qual se constituem as estrelas. Um dia, os àtomos que compõe nosso corpo físico fizeram parte d'alguma estrela. Um dia, podem voltar a ser. Pois a existência é assim, um tempo para tudo: sóis, estrelas, átomos, homens e animais. E o relógio passa e só nos preocupamos com a pulseira, não com o tempo que nos é dado para fazer algo. E não importa quanto tempo se têm, mas como se usa o tempo que nos é dado. Nunca é tarde. O hoje pode ser o sempre. O amanhã pode ser nunca.

Acredito que tudo neste universo está interligado. Que tudo possui um significado, que nada acontece por acaso, que temos um destino, mas que também podemos ser senhores do destino, que somos capazes de ser deuses, mas preferimos ser insignificantes. E, ao abordar isso, quero dizer que ser insignificante é exatamente achar que por termos uma faculdade que nos foi confiada, somos melhores que alguém que não a tenha, ou termos uma condição social privilegiada, isso nos dê o direito de nos isolar do mundo, de exigirmos respeito ou tratamento especial, de exigirmos "realeza". A verdade é que tudo isso é uma grande ilusão. Ou eu é que estou grandemente enganado. Mas acredito que se temos uma faculdade, talento ou situação privilegiada, aumenta em muito a nossa responsabilidade de ajudar ao próximo.

Não acredito que alguém deva ser respeitado por causa de seu sobrenome ou porque é mais especial. Todos somos especiais. E na verdade, isso é uma forma diferente de dizermos que somos todos comuns, ou seja, iguais. As pessoas devem, sim, ser respeitadas por seus sentimentos e pelo que fazem pelo seu semelhante, pela vida, pelo seu Planeta, pela sua sociedade, enfim, pela Paz. Parece algo piegas falar disso, dessa forma, mas a verdade é que não existe outra razão para estarmos aqui a não ser procurar fazer desse mundo um lugar melhor. E isso só vai acontecer se nos tornarmos pessoas melhores. Não naquilo que temos, mas naquilo que somos. E aquilo que somos "é invisível aos olhos".

"...Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos"...
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"
O que mais preocupa
não é o grito dos violentos
nem o dos corruptos
nem o dos desonestos
nem o dos sem caráter
nem o dos sem ética
O que mais preocupa
é o silêncio dos bons".

Martin Luther King

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

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O projeto "Santiago do Boqueirão seus poetas quem são?" lançado na última quarta-feira, sem dúvida vai representar uma revolução cultural em nossa sociedade. A idéia do projeto é da professora Rosane Vontobel Rodrigues que, juntamente com sua equipe, formada pela acadêmica pesquisadora Cristieli Lanes Garcez e a professora Cíntia Toledo, formatou o projeto, que catalogou escritores surgidos nos últimos 20 anos. O projeto usa do slogan "Terra dos Poetas" e dimensiona uma mudança em vários aspectos:


Mudança cultural- A verdade é que a nossa Prefeitura deixa a desejar no aspecto cultural há muitas horas. Melhorou com a entrada do professor Noé no Departamento Cultural da SMEC. Mesmo assim, a falta de apoio por parte da Secretaria de Educação o deixa de mãos amarradas. O projeto da professora Rosane Vontobel vai além da obviedade que a Prefeitura promove em termos culturais. Cultura não é apenas teatro (e isso quem está falando é alguém que já esteve ligado a teatro), cultura não é botar dinheiro em show na praça, cultura não é dar dinheiro para festival nativista. Na verdade, cultura é isso também, mas uma parcela mínima. Cultura é muito mais que isso. A cultura vai da construção de uma consciência cultural de valorização do que é nosso E, principalmente, a cultura se constrói através de uma consciência perene, não em lampejos, em eventos vazios. Não a obviedade de um circo para flashs e fotos em jornal. O problema de não se criar um Departamento de Cultura em Santiago vai ser sempre esse: recursos limitados. É óbvio que a Educação vai sempre ser privilegiada e, em detrimento, a cultura.

Mudança no turismo- O projeto da professora Rosane Vontobel vai fazer pelo turismo tudo o que o Roger não fez por sua Secretaria em quase oito anos. O Róger é uma pessoa muito bacana e simpática, mas limitado. Tenho dúvidas de sua competência. Ele gastou mais de R$ 20 mil para construir uma igrejinha lá no meio do campo (na Forqueta), para as vacas, dizendo que aquilo iria atrair turistas ao local onde foi criada a primeira igreja em Santiago. Ninguém vai lá. Ninguém nunca vai ir para lá. Não sei que bolinha de sinamomo comeram para ter aquela idéia de construir aquela igreja no meio do mato. Sorte do Roger e do Chicão que aquilo não é visitado. Para não verem a vergonha de terem colocado dinheiro fora naquela capela que, pior, ainda foi construída no lugar errado. Nem a história do lugar consultaram. Falassem com o Humberto Gabbi Zannata (aliás, leram a matéria que ele publicou em duas páginas do Diário de Santa Maria, praticamente nos chamando de burros por ter construído aquela igreja num local errado, um erro histórico, para quem pretendia resgatar a origem do município?). Tudo bem. Botaram R$ 20 mil fora na igrejinha. Agora, eu pergunto: com quanto a secretária de Turismo auxiliou o projeto "Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?". Nada. Zero investimento. Pelo menos, o nome da Prefeitura não aparece entre os apoiadores. E se não aparece, é porque não apoiou. Talvez, porque a verba tivesse acabado, devido as idéias descabidas que o pessoal possui.

Uma, de insistir em promover aquela rota de turismo ridícula, achando que alguém vai pagar para andar à pé no meio do mato. Gente, isso não é Espanha. Aqui, não é Santiago de Compostela. Temos que trabalhar com a nossa realidade e não ficar viajando em cima de uma idéia tirada de um livro do Paulo Coelho, no caso, "O Diário de Um Mago". Outro investimento imbecil da secretaria de Turismo: um calendáriozinho de eventos que ninguém olha, que ninguém vê. Gastam dinheiro num troço mal feito e em fôlderes que não divulgam nada. Volta e meia, imprimem folderes que só ficam em cima de mesas e que são distribuídos em Santiago. Ora, parece que querem atrair o pessoal de Santiago para visitar Santiago. É uma falta de visão galopante. E quando foram para a capital do Estado lançar a Exposantiago, reuniram 60 pessoas na sede da Farsul, onde pelo menos 40 e poucas eram de Santiago. Isso é incrível.


Mudança no comércio- Eu não queria ficar dando pau no Roger, mas como a sua secretaria de Turismo absorve também indústria e comércio, sobrou para ele. O projeto "Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?", vai mexer com o nosso comércio, implementando produtos com a marca dos poetas e escritores. Vai virar marca e mania. Vai lançar postais, camisetas, chaveiros, canetas, além de produtos na área da gastronomia que já podem ser encontrados nas padarias Pãos e Grãos e Fronteira e na Sorveteria Cascão. Produtos como a Torta Lise Fank, a torta Barbela, o sonho Ayda Bochi Brum, o sanduíche Juliano Saldanha. Putz, cara. São iniciativas como essa que Santiago precisa. Novidades. Coisa diferente, que gere comentário. Não aquela malfadada igreja. Não aquela fracassada rota. Aliás, outros fracassos desta secretaria, só para citar, foram a Braspelco e Ambev, entre outros. Tem uma coleção. Eu, se fosse o Roger, iria transferir a minha Secretaria lá para a igrejinha. Não vai ninguém mesmo...

Aliás, se eu fosse o prefeito chamava a Rosane Vontobel para ser secretária de Educação e a Cristieli Garcez para ser secretária de Turismo. São pessoas abnegadas e pensantes. São jovens em idealismo e em idade. E é isso que Santiago precisa: de pessoas pensantes, que sejam visionárias. Que pensam no futuro e na coletividade.

Vou falar outra coisa agora. No dia do lançamento do projeto, na URI, não avistei o prefeito, nem os seus secretários. Sorte deles que estava cheio de gente lá, centenas de pessoas. Assim, fica mais difícil perceber a falta de interesse dos nossos representantes maiores num evento dessa envergadura. Que vergonha, prefeito. Como você não participou deste evento?? Quanto teria a ouvir, a colaborar. Pelamordedeus. Você exerce uma função pública. E essa função pública é para estar à serviço do município. Perdeu uma grande oportunidade. Felizmente, lá estavam alguns representantes políticos como o vereador Miguel Bianchini, a quem admiro pelo interesse às causas coletivas; o vereador Diniz Cogo, que é presidente da Câmara; o vereador Renato Cadó, presidente do PMDB; o vereador Nelson Abreu.

Olha só: lá estavam escritores santiaguenses como o Froilam Oliveira, o Zélir Madalosso, o Márcio Weiller, a Lígia Rosso, a Lise Fank, entre outros. Empresas como a Tusi Tecidos, a Tamiosso Matriz, a Becker, a Anahy Turismo e muitas outras. Essas pessoas e empresas se dispuseram a participar do projeto e ajudar a desenvolver essa idéia. Como pode o prefeito de minha cidade não participar? Espero, prefeito, que corrija tal falha, oferecendo todo o suporte que a prefeitura possa dar. Você sabe que eu te admiro, gosto de você como pessoa, sei do grande ser humano que és e não estou falando mal de você, estou fazendo uma crítica e essa crítica é, sim, construtiva. É pelo bem de todos. Um projeto dessa natureza é muito maior que você. É muito maior que eu. É Santiago. Será que uma idéia que não foi lançada pelo PP, não merece ser apoiada? Ou é porque ela não teve a benção do Valdir? Ou, talvez, porque ela não vá atrair benefício individuais e, sim, para a coletividade. Mas o maior benefício será na construção de uma sociedade mais pensante, mais reflexiva e mais crítica. Uma sociedade que compreenda que a política é um instrumento necessário para uma mudança global, que a verdadeira política é a de ser uma ciência do bem de todos e não de uma oligarquia.
Pois bem. Tendo ou não a bênção de cacique, essa idéia vai acontecer e ela conta com o apoio de um exército de pessoas. E eu sou soldado nessa batalha que objetiva, sim, uma mudança cultural. Será a caneta contra a espada. A inteligência contra a ignorância. E a batalha já começou...

E dizer que ele morou aqui...

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Para quem não sabe, me considero budista. É o máximo que minhas convicções filosóficas e religiosas me aproximam de alguma doutrina. Acredito num Deus universal e presente em cada ser vivo. Abaixo, transcrevo algumas frases do físico Alberto Einstein, um dos maiores gênios da humanidade. O seu pensamento, as suas idéias. Sou admirador de Einstein e fiz menção a ele em duas crônicas minhas: Criacionando a Criação e A Quinta Era. (Clique para ler).
O criador da Teoria da Relatividade. Eintein por ele mesmo. Muito além de E=mc2. E dizer que Einstein morou aqui, no mesmo planeta que eu e você...



O QUE EINSTEIN FALOU SOBRE INTELIGÊNCIA...

“Algo só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário. A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo".

"Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou. É preciso ir mais longe. Eu penso várias vezes e nada descubro. Deixo de pensar, mergulho em um grande silêncio e a verdade me é revelada".

"Às vezes me pergunto porque eu fui o único a desenvolver a teoria da relatividade. A razão, acho, é que um adulto normal nunca pára pra pensar nos problemas de espaço e tempo. Essas são coisas que só as crianças pensam. Mas como meu desenvolvimento intelectual foi retardado, como resultado eu comecei a me perguntar sobre espaço e tempo somente quando cresci".

"Eu sou suficientemente artista para desenhar livremente na minha imaginação. Imaginação é mais importante que conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação dá a volta ao mundo".

SOBRE CIÊNCIA...

"Ciência sem religião é manca. Religião sem ciência é cega".

"A ciência nos afasta de Deus, mas a ciência pura nos aproxima de um criador".

"Algo que aprendi em uma longa vida: toda nossa ciência, medida contra a realidade, é primitiva e infantil - e ainda assim, é a coisa mais preciosa que temos".

"O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um ser de quem esperam bondade e do qual temem castigo; um sentimento exaltado semelhante aos laços do filho com o pai; um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam".

"Como é possível que a matemática, sendo afinal um produto do pensamento humano, que é independente da experiência, seja tão admiravelmente apropriada para os objetos da realidade? Será que a razão humana é, sem recurso à experiência, meramente pelo pensamento, capaz de sondar ("fathom") as propriedades das coisas reais?
Em minha opinião a resposta a esta pergunta é, em poucas palavras: na medida em que as leis da matemática referem-se à realidade, elas não são exatas; e, na medida em que elas são exatas, não se referem à realidade."
(Em comunicação à Academia Prussiana de Ciências)

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito".


SOBRE DEUS...

"Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber com os nossos espíritos frágeis e duvidosos. Essa convicção profundamente emocional na presença de um poder de raciocínio superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéia que faço de Deus".

"O sábio, consciente da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado, que estão submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. (...) Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu talento não podem desvendar, diante dela, a não ser seu próprio nada irrisório. Esse sentimento desenvolve a regra dominante da sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a escravidão dos desejos egoístas".
(Como Vejo o Mundo; Ed. Nova Fronteira)

"Eu não posso acreditar que Deus tenha escolhido jogar dados com o Universo".
(Dando a entender que em sua opinião a Natureza não poderia operar através de leis estatísticas, tal como proposto na Teoria Quântica)

"Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que está sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e nunca neguei isso, ao contrário, expressei claramente. Se existe algo em mim que pode ser chamado de religioso, esse algo é a minha admiração ilimitada pela estrutura do mundo até onde a ciência pôde nos revelar neste momento".

"Não posso imaginar um Deus que recompensa e castiga os objetos de sua criação, cujos propósitos estão modelados com base em nossos próprios - em resumo: um Deus que não é senão um reflexo da fragilidade humana".

"Acredito no Deus de Espinosa, revelado na harmonia de tudo o que existe, mas não em um Deus que se preocupa com o destino e as ações dos homens".
(Telegrama para um jornal judaico, datado de 1929)

"Minha religiosidade consiste na humilde admiração do espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa dedução fraca e transitória, podemos compreender da realidade. Moralidade é da mais alta importância - mas para nós, não para Deus".

SOBRE RELIGIÃO...

Deve ficar claro que Einstein não acreditava em "pacotes espiritualistas". Tinha suas próprias idéias e filosofias, que eram próximas às do Budismo:

"Eu não acredito na imortalidade do indivíduo, e considero a moral como algo que diz respeito somente aos homens, sem qualquer relação com uma autoridade supra-humana".

"A moda mística desses tempos, que se mostra particularmente no crescimento galopante da chamada Teosofia e espiritualismo, pra mim não é mais do que um sintoma de debilidade e confusão. Como nossas experiências consistem em reproduções e combinações de impressões sensoriais, o conceito de uma alma sem corpo me parece carente de qualquer tipo de significado".

Ao mesmo tempo, este homem aparentemente "descrente" de vida após a morte também escreveu algo profundamente metafísico sobre um amigo que morreu:

"Agora ele foi embora deste estranho mundo um pouco antes de mim. Isso não significa nada. Pessoas como nós, que acreditamos na física, sabemos que a distinção entre passado, presente e futuro é somente uma teimosa e persistente ilusão".

"A religião do futuro será uma religião cósmica, baseada na experiência, e que recusa dogmatismos. Se houver alguma religião que possa lidar com as necessidades científicas, essa seria o Budismo".

(por ele mesmo)

SOBRE VIDA...

"A vida não dá nem empresta, não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos".

"A vida é como jogar uma bola na parede. Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul, se for jogada uma bola verde, ela voltará verde, se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca, se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca jogue uma bola na vida de forma que você não esteja pronto a recebê-la".

"O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior".

Um holista, sem dúvida, mas nunca deixando de ser um cientista. Quando uma menina da escola dominical de NY escreveu a Einstein perguntando se os cientistas rezavam, a resposta foi:

"A investigação científica se baseia na idéia de que tudo o que ocorre está determinado pelas leis da natureza... Por esta razão, um investigador científico dificilmente se verá inclinado a crer que os acontecimentos possam ser influenciados pela oração, ou por um desejo dirigido a um ser sobrenatural".

Claro que sua opinião provavelmente mudaria se estivesse vivo hoje, em posse de dados científicos como o de Masaru Emoto e das várias experiências com física quântica.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Sabedoria popular

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Seu Silva não tinha muito estudo. Ele dizia que sua maior escola foi a vida. Seu neto, Pedrinho, gostava de passar as férias com o avô, que sempre tinha alguma história ou filosofia para passar. Lá pela vila, naquele fundão de interior, existia um sujeito que tinha adoração por fofocagens, o Zé Corvo. "Um alcaide", como definia o seu Silva. Ninguém da vila dava crédito para o sujeito, a não ser o dono da venda, que gostava de estar bem informado. Para ele, era cômodo ter um sujeito volúvel como Zé Corvo do lado. Fora ele, todos eram desgostosos com aquele língua-de-trapo, sempre assuntando sobre a vida alheia, contando contos e aumentando pontos. Pois bem. Um dia, seu Silva cruzou por um amigo, que queria degolar o tal alcaide por umas intrigas que ele tinha feito. Seu Silva aconselhou. "Perdoe seus inimigos. Mas não esqueça seus nomes". O amigo se acalmou e foi para casa. Pedrinho perguntou. "Essa é do Kennedy, né vovô?". Seu Silva respondeu. "Não, meu neto. Que eu saiba, é do general Bento Gonçalves".

Dias depois, Pedrinho soube que andavam dizendo que o seu Silva tinha um caso com uma solteirona da igreja, pura fofoca do Zé Corvo. Sua primeira reação era de dar uns estouros de facão no bobalhão. Mas depois pensou que ele era um infeliz mesmo. Pedrinho estava indignado. "Meu netinho, aprenda: vida longa aos seus inimigos para que possam aplaudir em pé a sua vitória". Pedrinho pensou e disse: "Essa é do Mark Twain, né vô?". Seu Silva respondeu que era do Garibaldi. Certo dia, um alvoroço na vila. Pedrinho veio correndo. "Botaram fogo na casa do Zé Corvo". Enquanto muitos diziam que aquilo era bem-feito, seu Silva tomou uma decisão. Ofereceu um galpão que ele tinha nos fundos de casa para que o Zé Corvo se ajeitasse por uns dias. Depois, Pedrinho questionou o avô. "Mas vô, ele falou mal do senhor e de todo mundo. Para quê ajudá-lo?". Seu Silva olhou bem para o netinho e respondeu. "Jamais devemos esperar dos outros o que estamos dispostos a fazer por eles, assim como também jamais devemos deixar de fazer o que a nossa consciência nos diz que podemos fazer". Pedrinho pensou, pensou e questionou. "Essa eu não conheço. É do Garibaldi?". Enquanto fechava um "paieiro", seu Silva repondia. "Também não sei de quem é. Essa eu li na traseira de uma carroça de melancia"...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Charge do Santiago

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Essa charge aí é do Santiago, ou melhor Neltair Rebés Abreu, famoso cartunista. Nosso conterrâneo da Terra dos Poetas, ele é de uma perspicácia e inteligência crítica em seu trabalho. Sempre fervoroso contra as oligarquias, privatizações e toda forma de poder ou exploração do povo. Um artista que não se vende ou se dobra diante dos poderosos. Lembro que no ano passado, a Veja entrou em contato com ele pedindo autorização para publicar na revista uma charge que ele havia publicado, com muito sucesso no Jornal do Comércio. Santiago não se envaideceu e disse que jamais gostaria de ver um desenho seu publicado na Veja, visto que não concordava com a linha editorial da revista. Alapucha!!! No entanto, a revista acabou publicando, mesmo sem o seu consentimento (e o que é pior, sem o crédito), o trabalho do cartunista. E ele não se dobrou: publicou uma carta no Jornal do Comércio repudiando a revista.
Um exemplo de cidadão que compreende que a política é a ciência do bem coletivo e manifesta isso através de seu trabalho. Sou fã de Santiago. Lembro de uma vez em que ficamos, eu e o meu amigo PC, durante uma hora conversando com o cartunista, lá no "finado" restaurante Stradivarius. O PC e eu nos criamos admirando o trabalho de desenhistas como Frank Miller, Bill Sienkiwikz, Sérgio Aragonéz, Milo Manara e Todd Mcfarlane, entre outros. E, adivinhe só: o Santiago conhecia todos esses caras. É claro que o nosso papo rendeu...

Bom, a charge aí acima, creio que dispensa comentários. Até porque quando você tem de explicar uma piada, ela perde a graça. Rê-rê-RÊ.

João Lemes

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Para quem não conhece (e, em Santiago não há quem não conheça) esse aí dividindo o microfone ao meu lado é o meu amigo de fé, João Lemes, diretor-proprietário do jornal Expresso Ilustrado. Como todo mundo sabe, o Expresso é o jornal de maior circulação da Fronteira Oeste e possui milhares de leitores. A trajetória de quaze quinze anos do Expresso é uma trajetória de muita luta. E o João é, sem dúvida, um guerreiro que fez por merecer a credibilidade e o respeito que hoje possui, em função de um trabalho bem feito.

Acredito que a história recente de Santiago pode se dividir em antes e depois do jornal Expresso Ilustrado, que surgiu no município no ano de 1993. Isso porque o jornal é um órgão de imprensa essencialmente voltado a servir as comunidades em que está inserido. São quase 15 anos colaborando e ajudando a construir um município melhor.

Todas as causas sociais, campanhas, colaborações, eventos e tudo o mais que o Expresso se predispõe a fazer, é um sucesso. O que seria de nossa região sem um jornal desse gabarito? Méritos de João Lemes que, através de sua liderança, talento, empreendedorismo e visão social fez do jornal uma marca consolidada, que gera mais de 50 empregos em Santiago. Mesmo assim, ainda havia quem o chamasse de "forasteiro", não aceitando que alguém, que não era daqui, não era abastado ou filho de fazendeiro, conseguisse construir uma empresa somente com a força de seu trabalho. Aprendi muito com o João Lemes e continuo aprendendo.

Quando entrei no Expresso, eu tinha 19 anos, era bem gurizão mesmo e o João apostou em mim, na minha capacidade e, acredito que correspondi à altura, sendo que eu sempre tive adoração pelo que fazia: diagramação, redação, fotografia, coluna, enfim, o que viesse. Amo o Expresso Ilustrado e tenho o maior respeito , carinho e amizade por todos da equipe. A equipe criada pelo João Lemes, que é dessas pessoas inspiradoras, exemplo de vida e perserverança que nos fazem crer que vale a pena acreditar num ideal. Vale a pena se sacrificar, se esforçar, lutar. Então, é merecidamente que o meu amigo João estará, no próximo dia 24 de agosto, recebendo o título de "Cidadão Santiaguense". Meu amigo deixará de ser um forasteiro e será acolhido pela cidade que escolheu para construir a sua família e para colher os frutos do seu trabalho. A história de vida de meu amigo é inspiradora e sempre tive para mim que sua trajetória seria digna de escrever um livro. Por uma dessas felizes coincidências, tive a satisfação de receber do próprio João a sua autorização para, sim, escrever um livro sobre a sua vida, que será lançado no ano que vem.

Da minha parte, fico extremamente feliz com mais essa conquista, esse reconhecimento ao meu amigo, pois acredito que a função dos amigos é essa mesmo: acreditar, apoiar, aplaudir as pessoas que amamos. Tenho a sorte de contar com grandes amigos nessa vida e, nesse post, em especial, aproveito para enviar as melhores vibrações para os meus colegas do Expresso Ilustrado (onde hoje sou apenas um colaborador). O meu carinho para Sandra Siqueira, Suzana Lemes, Antônio Santos, Sidnei Garcia, Ânderson Taborda, Paulo César Ribas Maia, Camila Prado, Gilberto Aguirre, Elisana Cassol, Hélio Fontana, Éverton Gerhard, Froilam Oliveira, Elisandra Nunes, Vagner Souza, Débora Dalla Rosa, Cláudio Brum e, claro, o João Lemes. Todos esses grandes e sinceros companheiros, pessoas que admiro, respeito e que carrego sempre comigo em meu coração...

O sabor de um "sonho"...

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Faz muito tempo que não como "sonho", aquele confeito produzido com massa, doce de leite e muito açúcar. Eu adorava "sonho". Costumava juntar moedas para poder comprar um naquela padaria na frente da Rádio Santiago. Faz muito tempo que não como "sonho". Hoje, não precisaria juntar moedas para comprar um. Poderia chegar, tirar o dinheiro da carteira e comprar. Mas não tem mais o mesmo gosto de antigamente. Talvez o ato de juntar moedinhas contadinhas para comprar o "sonho" é que desse aquele gostinho especial. Aquele gostinho de que o meu estômago tinha a obrigação de se contentar com aquele "sonho", por mais que estivesse com fome. Ele teria de aproveitar o máximo das proteínas daquele confeito, o qual eu comia vagarosamente, saboreando cada pedaço, às vezes lambendo o mu-mu e o açúcar dos dedos.Por fim, restava somente o guardanapo de papel, levemente umedecido pelo azeite, que serviu para a fritura do "sonho". HOje, comprar e comer um sonho não é a mesma coisa. Falta aquele ato de juntar as moedas e dar graças a Deus por tê-las no bolso, no fundo de uma gaveta, num bolsinho da carteira, no vão do sofá. Tenho saudades disso, sabe? Não que eu esteja nadando em dinheiro, bem longe disso. Mas é que...a dificuldade que as coisas tinham, dava as pequenas conquistas um charme mais especial. Era como saborear ao máximo as pequenas vitórias. É por isso que faz muito tempo que não como "sonho". Claro, existe aí um outro porém de não comprar ou comer "sonhos". Assim como há músicas que nos fazem lembrar, há sabores também que nos fazem lembram de experiências vividas. Sei lá...estou meio filosófico...meio down...meio abestado. O que fico questionando é que...muitas vezes a gente luta para conseguir tal e qual coisa, atinge aquele estágio de conseguir o que se quer. Só que aí, a gente olha para trás e percebe que deixou de ver que existia romantismo naquilo que você deixou para trás. Naquilo que renegou, deixando de viver aquele momento, pensando para frente: "quero ter dinheiro para comprar isso ou aquilo". Mas a grande verdade é que dinheiro não só não compra felicidade, como ainda tira o sabor de um "sonho"...

Falta de assunto se...

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...Faz frio

- Mas tá frio hoje, hein?
- Pois é...
- Até quando que vai esse frio?
- Mas olha, nem sei.
- Será que é frente fria?
- Deve de ser. E deve ter vindo da Argentina...
- É. Sempre de lá que vem...
- E será que vai cair geada?
- Acho que não deve cair...
- Mas com esse frio, será que não cai?
- Não, não cai. Geada se forma..
- Ahh...


... Se chove.

- E essa chuva...
- Chovendo.
- Bota chover, hein?
- É. Geralmente isso que a chuva faz: chove. E geralmente, quando a chuva chove, acontece um outro fenômeno tão interessante quanto: a chuva molha.
- Mas, até quando vai essa chuva?
- Até ela parar, acho...

...Se não chove

- E será que chove?
- ...
- Faz horas, né?
- Que o que?
- Que não chove...
- Hum.
- Mas e aí?
- Quequetem?
- Será que chove?
- Não.
- Não por que?
- Quer mesmo saber? Não chove porque a chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de água sobre a superfície da Terra. A chuva forma-se nas nuvens. E se você olhar para cima verá que não há nenhuma nuvem no céu nesse momento, ou seja, isso denota a falta de umidade relativa do ar. É preciso que baixe um pouco a temperatura, para que o encontro de massas quente/fria ocasione a formação da chuva.
- O que é o estudo, hein?


...Se faz calor.

- Mas credo. Que calor hein?
- Tem razão. Que calor sente-se aqui...
- Faca!

Corede

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Tenho acompanhado bem de perto a luta pela criação do Corede Vale do Jaguari. Desde o início do ano, vejo o empenho e o esforço do presidente da Câmara, Diniz Cogo, em unir prefeitos, vereadores e instituições da região em prol dessa idéia, de criação do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Jaguari. É uma luta antiga, como ele faz questão de dizer, sempre nominando quem levantou essa bandeira anteriormente, como o ex-vereador Antônio Bueno, do PT, entre outros. Na semana passada, foi entregue o projeto de criação do Corede na Casa Civil. Todo mundo está unido em função do Corede: URI, Câmara de Santiago, Prefeitura de Santiago e câmaras e prefeituras de Jaguari, Capão do Cipó, Unistalda, Nova Esperança, São Vicente do Sul, São Francisco de Assis, Mata, Manoel Viana, Itacurubi. No entanto, vejo no blog do Júlio Prates uma voz, uma vozinha de um tal de Girelli dizer que o Corede não sai. É o tal do espírito-de-porco, aquele que não contribui nada com nada, que não sabe nada de nada e ainda aparece para criticar. Mas, tudo bem. Quem é esse Girelli, mesmo?

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

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Eu e meu ego...

O minuto fatal

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Passava da meia-noite do dia 02 de novembro de um ano qualquer. O calendário indicava: Dia de Finados. Ele mantinha a arcaica tradição de visitar o cemitério, como muitas outras pessoas. Porém, ao contrário delas, preferia ir ao cemitério num horário em que jamais cruzaria com alguém. Parado diante de um túmulo, ele refletia. Agachou-se e depositou uma rosa junto a lápide. Outra tradição: levar flores para os mortos.


Ele encarava o túmulo, tentando esboçar algum diálogo. Não conseguiu. Sabia que não havia nada ali para ouvir as suas palavras, a não ser um amontoado de argamassa e tijolos. E um caixão. Não conseguia imaginar a pessoa que perdera ali. Nem queria fazer alguma imagem mental do que restaria dela. As lembranças lhe saltavam vívidas à mente. Era inevitável chorar ao pensar na pessoa que mais amou. Ele estava ali, diante de um túmulo. Ela, quem sabe onde?Ridículo, ele próprio se reconhecia. Foi capaz de tantas e quantas demonstrações de amor. Declarava o seu amor o maior do mundo. E sentia que esse amor é que lhe dava forças para viver. Sim, o seu amor era mais forte que tudo. Menos que o câncer. Menos que a morte. Imaginava se, quando chegasse a sua vez, quando a Morte lhe encontrasse, iria rever às pessoas que amava.


Nesse instante, imaginou, que tipo de pensamento cruzaria por sua mente no momento fatal, fatídico, no último instante, no último sopro. A essa altura, não evitou o choro. E viu-se arrependido de tantos e quantos erros tinha cometido em vida, de quantos tinha ofendido, tinha deixado de ajudar. De tantos vícios que manteve. Percebeu o quanto a vida era preciosa. O quanto cada segundo de respiração é valioso. Nisso, ouviu uma voz chamar o seu nome. Uma voz que conhecia muito bem. E que aos seus ouvidos era como um acalento. E ele morreu só, após a meia-noite de um dia 02 de novembro de um ano qualquer.

domingo, 12 de agosto de 2007

Pai

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Imagens diversas e canção original de Fábio Jr.

A Jocelaine e o Hélio sentados na beira da piscina e a Elionora, aos 4 anos, fazendo gracejos dentro d'água. "Olha, pai", ela dizia jogando água para cima e observando as gotícolas tornando-se coloridas devido a reflexão solar e a dispersão. "Tô fazendo um arco-íris". A pequena sorria com a descoberta. O Hélio ainda mais. "Para ti pode não parecer, mas para um pai, o mínimo que um filho faz é o máximo". Gostei da observação do Hélio. Mas era mesmo o máximo ver aquela baixinha fazendo um arco-íris na piscina do Pesqueiro Chapadão...
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O Cristiano fazendo caras e bocas para o Pablo, de 1 ano. Sentado no carrinho, o guri gargalhava toda vez que meu amigo escondia o rosto atrás de uma fralda e, depois, se revelava. "Cadê? Cadê? Cadêêêê?? Achouuu!!!". O Pablo achava o máximo. E adorava mais ainda quando o Cris mordia de leve os pequenos dedinhos do Pablo que, também adorava puxar o rosto do pai. E o Cristiano ali, indefeso e derretido diante daquele ser humano de menos de meio metro de altura que, sequer conseguia parar em pé sem estar agarrado à barra de sua calça...
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O João jogando bola com o João Henrique, de 6 anos, no pátio da casa. Ele era o goleiro. O filho cobrava pênalti. Conversávamos sobre assuntos diversos, enquanto ele brincava de pai e observava, orgulhoso, que o filho chutava forte. "Vai ser um grande jogador de futebol"...
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O Éverton pegando o filme "Shrek 2" pela quarta vez na locadora. O Arthur, 05 e o Victor, 03, gostavam do Gato-de-Botas e do Burro...
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Os bolsos do avô cheios de bala banzé. E, mais uma vez, ele trazendo mandolate ao invés de chocolate. Ele nunca acertava...
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O seu Luiz junto ao leito do Hospital Universitário para cuidar do filho, de 37 anos. "Pai, eu já sei o que eu tenho...". Ele, preocupado, chegou mais perto para ouvir melhor, já que a voz do rapaz estava fraca. "Fala, meu filho...". Com os olhos em lágrimas, um tanto envergonhado, outro pouco cheio de coragem para enfrentar a verdade, pois sabia que a morte era uma possibilidade, o rapaz falou. "Eu tô com aids, pai". Eu estava ali, testemunhando aquela cena histórica, aquela revelação, com um nó na garganta. Seu Luiz beija a testa do filho. "Paizinho vai cuidar de ti, meu filho. Tu vai ficar bem"...
E ele cumpriu a promessa. O filho ficou bem. Tempos depois, era o filho quem beijava a testa do pai, que partia deste mundo numa manhã ensolarada...
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O gigante tinha comprado um ovo de Páscoa, antes de viajar para a cidade onde trabalhava. "Deixe do lado da cama dele no Dia da Páscoa", ele falou para os avós do guri. Antes da Páscoa, ele morreu. O ovo de chocolate derreteu no roupeiro...
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Feliz Dia dos Pais!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

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Ela não foi a primeira a vir... mas será a última a partir.

"Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá esperando... Quando a última coisa viva morrer, meu trabalho estará terminado... Então, eu colocarei as cadeiras sobre as mesas, apagarei as luzes, e fecharei as portas do universo, enquanto o deixo para trás..."

disse ela a seu irmão Morpheus. A cada século ela vive um dia entre nós. "Uma vez, a cada cem anos, a Morte prova o amargo sabor da mortalidade para compreender melhor sua missão. Este é o preço por ser a divisora entre todos os vivos que já foram e os que ainda irão." Estas são suas próprias palavras sobre o assunto. Morte acompanha a cada mortal duas vezes na vida: no nascimento, ela fala nos fala, mas não lembramos o que ela diz, não se sabe o porquê, e na morte, ela nos guia ao descanso eterno ...

Um segredo do universo...

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Samurai conhecia os segredos do universo. Conhecia os mistérios da vida e da morte, do além e do além do além. Samurai era um dos seres mais sábios do mundo. Ele falava aos humanos, tentava dividir com eles um pouco de seu conhecimento. Porém, ninguém o entendia. Pudera. Samurai era um cachorro. Para os humanos que cruzavam pela calçada, Samurai era apenas um jaguara que ficava latindo para cada um que passava. De vez em quando, ele até levava algumas pedradas. Numa dessas, lhe quebraram uma pata dianteira. Samurai conhecia e compreendia a ignorância humana. Eles não queriam lhe ouvir, nem tentar entender o seu "latim".Às vezes, o próprio cusco se questionava se valia pena continuar latindo. "Esses humanos que se ferrem". Mas era um pensamento fugaz, que logo ele próprio combatia, afinal de contas, os cães eram considerados os melhores amigos dos homens e, como bom amigo, Samurai procurava entendê-los. Ele era um cachorro compreensivo e sabia perdoar.
Na esperança que alguém lhe ouvisse, Samurai continuou latindo os maiores segredos do universo. Ele achava, por exemplo, que os humanos desconheciam o amor. Que, para eles, amor nada mais era do que escolher outro ser para gostar, trocar beijos, dar presentes, fazer sexo e gerar outro ser. Para Samurai, os humanos vulgarizavam o amor. Ele dizia que os humanos só amavam quem lhes amava ou quem eles geravam e que isso era muito fácil. E, por isso mesmo, não era amor. Ele dizia que o amor dos humanos, sem reciprocidade, perdia a força e se mostrava insignificante, no final das contas. O amor dos homens nascia do desejo, disfarçado de paixão e que, mais tarde, disfarçava-se de amor. Mas, tão tênue era essa máscara, que bastavam surgir os primeiros entraves para o amor dos homens se desfazer como fumaça e virar ódio.Amor de verdade, segundo os latidos de Samurai, era um amor por todos. Era respeitar a vida, acima de tudo. Respeitar desde uma simples formiga carregando alimento nas costas, até as cobras, até os sapos, até todos os animais, até todos os humanos. Segundo Samurai, cada criatura vivente carrega dentro de si uma fagulha divina, um pedaço do próprio Deus que, no princípio dos tempos, multifragmentou-se por toda a criação. Assim, amar aos outros como a si mesmo, nada mais era do que amar ao próprio criador. Deixar de amar aos outros ou odiar aos outros ou a si, era como renegar a própria força geradora do universo: o senhor dos Cachorros. E dos Gatos. E dos Homens. Deus.Amar quem nos ama, é fácil e, por isso mesmo, não é amor de verdade e, sim, um lampejo de amor, uma faísca. Amar não é fácil. O amor é a força mais complexa e profunda do universo. Amor de verdade é amar a todos. Até quem nos dá pedradas.

A grande questão

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Ao escrever Hamlet, Willian Shakespeare criou uma das mais famosos questionamentos filosóficos-existênciais da Literatura (e da própria humanidade). A frase "ser ou não ser", proferida pelo príncipe dinamarquês ressoou de tal maneira que tornou-se intensamente conhecida, até por quem desconhece totalmente a sua origem. Não canso-me de aplaudir a genialidade do mestre Shakespeare, cuja obra segue imortal, mesmo depois de 400 anos da morte do autor. Séculos depois do questionamento de Hamlet ter saído da caneta de Shakesperare, a humanidade continua tecendo reflexões sobre o seu papel na vida, ou diante de questões de difícil resolução. Mas o que somos ou deixamos de ser? Que questão é essa? A verdade é que nos iludimos com as funções que desempenhamos no dia-a-dia. Frente ao espelho, visualizamos nossas roupas, enfeites e acreditamos que, nós, tridimensionalmente somos o reflexo do que estamos a admirar, bidimensionalmente. Muitas vezes, narcísicamente.Não é, de maneira alguma, nossa profissão, nossos diplomas, nossos hobbys que indicam quem somos. Tampouco nossa roupa e nossas posses podem servir como referencial. Podemos exercer qualquer profissão, sermos os melhores (em quê?) Podemos vestir a roupa mais simples ou a mais cara. Mas ela é apenas uma vestimenta e nada mais. O que, então, determina o nosso real ser? Alguns podem dizer que é a personalidade. Será possível? Até porque somos um emaranhado de personalidades em conflito. Num momente estamos felizes. E, no outro, tristes. Num momento, amamos. No outro, odiamos. Vamos aos extremos. Por isso a personalidade não pode indicar, verdadeiramente, quem somos, pois ela não permite que tenhamos o equilíbrio necessário para que cheguemos à luz da compreensão. A cada momento, a personalidade se apresenta com uma faceta diferente. Persona, em latim, quer dizer máscara. Assim, manifestamos personalidades como máscaras e elas acabam escondendo o nosso verdadeiro "eu" de nós mesmos. Não somos nossas paixões, não somos os nossos defeitos, nem nossos hábitos. Quem somos e o quê somos? Você já se perguntou? Somos ou não somos? Eis a questão...
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"Muitas vezes, a pessoa que você mais magoou, pode ser o grande amor da sua vida... e vice-versa"...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Torce, retorce...

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Essas aí são algumas das minhas colegas de trabalho na Câmara de Vereadores. Para quem não sabe, fazem dois anos que presto serviço ao Legislativo Santiaguense, algo que muito me honra. Principalmente, porque convivo com pessoas dignas e prestativas como a Rose e a Clarissa Bordignon (mãe e filha) e a Mari Silvana, que aparecem na foto. Não vou citar, nesse momento, o nome de todos os colegas. Neste post, falo só delas para ilustrar um fato: essa foto aí foi registrada pelo Denilson Cortes. O motivo: ilustrar uma reportagem para o jornal Expresso Ilustrado, que trará o cantor Gilliard na festa "Os Melhores do Ano", que será dia 22. Vez em quanto, a Rose e eu fazemos dupla e cantamos algumas pérolas musicais. Dia desses, fizemos um dueto com "Meu Primeiro Amor", do José Augusto; "Detalhes Tão Pequenos de Nós Dois", do Roberto Carlos, entre outros. Nesta semana, "ressuscitamos" algumas obras do Cauby Peixoto e do Altermar Dutra. Fora o próprio Gilliard. Também imaginamos o nosso cover: eu e ela cantando "Torce, Retorce, Procuro mas não vejo. Não sei se era a pulga ou se era o percevejo..."Enquanto isso, a Clarissa, a Mari e o Juliano, vestidos de pulgas e percevejos fariam a coreografia. Sucesso na certa. EHehhe