sábado, 10 de novembro de 2007

Amante à moda antiga...

Numa bela manhã de domingo, estava conversando com um grande amigo. Grande, porque ele é alto, mas também porque é uma pessoa por quem tenho muito respeito e que há vários anos me dá muita força. Sempre de bem com a vida, às vezes cantando um tango do Gardel, noutras, lembrando das proezas dos tempos de guri. "Naquele tempo, para conquistar uma moça, era preciso fazer galanteios. Tu tinha que chegar e dizer alguma coisa bonita, do tipo: eis a rosa mais bela de um imenso jardim. Hoje, dão risada da tua cara se tu diz algo assim, mas naquela época, era desse jeito que se conseguia namorar", me disse esse amigo, lembrando do tempo em que namorava a sua esposa. "A gente já estava junto há cerca de uns dois meses. Num belo dia, resolvemos caminhar de mãos dadas, abraçados. Ao dobrar uma esquina, demos de cara com o pai dela. Minha nossa senhora, ele nos deu uma bronca tremenda por andarmos daquele jeito, que era falta de vergonha, que onde já se viu?", ria muito esse meu amigo ao lembrar desse episódio. "Mas era uma época bonita, de muito respeito. Depois disso, nós noivamos. Eu assumi o compromisso com ela e que mantenho até hoje", confirmou e abriu mais um parêntese. "Hoje em dia...", ele não precisou dizer mais nada. Esse meu amigo é daqueles amantes à moda antiga, do tempo que ainda se mandava flores. E é um dos melhores fotógrafos não de Santiago, não do Rio Grande, mas sim, do Brasil. Seu trabalho fotográfico de aves e plantas é digno de figurar nas melhores galerias e publicações do gênero. Falo de Ovídio Fiorenza, esposo da dona Jane e pai de um outro grande amigo meu, o Marcos Fiorenza. Como fotógrafo e como pessoa, o seu Ovídio é um grande exemplo para mim...

Um comentário:

Tainã disse...

Eu preciso te encontrar com calma para conversarmos sobre aquele assunto da maçonaria =*