terça-feira, 6 de novembro de 2007

500 por hora

Sabe o que é escrever a 500 por hora? É ir traçando linhas a respeito do que vem a cabeça. E, quando faço isso, sequer reviso o que escrevo. Aliás, raramente reviso. E escrevo rápido. Estou no shopping, na Lan House da Eloí. Outro dia estive aqui, quando a Victória estava cuidando dos computadores. Gosto de conversar com ela. É uma guria muito legal, inteligente, culta, gosta de ler e odeia que a gente pronuncie errado "Harry Potter". Não que eu pronuncie errado, mas um dia pronunciei, para falar a respeito do livro para outra pessoa e não quis forçar a língua para dizer "Réuri Pôtder" e acabei falando "Réri Póter". A Victória me olhou com desprezo. Ela tem todos os livros do Harry Potter (leia-se Réuri Pôtder). Hmmm. É a quarta vez que toca a música "Glória" aqui na Lan. Vou trazer uns CDs para o pessoal. "Glória" é extremamente anos 80. Bem discoteca. Lembrei do Sidi. Ele que me conta que muito dançou essa música nas danceterias. Eu não danço. Eu não sei dançar. Às vezes até que gostaria de aprender, mas falta incentivo. Se bem que gostaria de saber dançar algumas coisas mais românticas, sei lá.
Deixa eu ver, a Luana me contou que esteve lá na URI levando o trabalho literário dela para a Rosane Vontobel. Muito bom. Ela também me contou que o Oracy a presenteou com alguns livros. Legal. A guria é boa mesmo, tem futuro na literatura. E pensar que há pouco, ela escrevia e apenas guardava para ela, quando não rasgava os seus textos. Outra pessoa que escreve muito bem e que eu gosto muito é a minha querida amiga Juliana. Putz, fiquei de passar lá na loja e visitar ela. Sempre que me ensaio para fazer isso, acaba acontecendo alguma coisa. Tenho que escrever com caneta vermelha nos meus dedos. "Visitar a Juliana". Gosto muito dela. Ela me faz sentir bem, tem um olhar forte, é uma boa amiga, ser humano de muita força e valor. Hoje conversei com o Batista. Fazia horas que a gente não sentava para conversar. Depois chegou a Aritana lá e ficamos jogando conversa fora um tempo. Foi ótimo. Isso me lembrou outro dia que o Valber esteve aí, visitando Santiago. O Valber é um grande amigo. Amigo de infância, faz aniversário no dia 25 de dezembro. Coitado. Sempre ganha um só presente por ano, de aniversário e Natal juntos. Bem, outro dia ele esteve aí e tratei de ligar para o Chico, que veio se quebrando de bicicleta para ver o Valber. E ali estávamos nós, os três, conversando juntos, depois de muito tempo. A última vez foi há uns quatro anos, numa lancheria. Claro que nos encontramos outras vezes para jogar futebol, mas não conta. Interessante nossos papos. Nós, jovens, lembrando do tempo de antigamente, quando éramos crianças e brincámos pelos pátios de nossas casaas. Invariávelmente, sendo corridos de uma casa para outra (nossos pais e avós tinham o hábito de sestear e nós de aprontar). Roubávamos fruta dos pátios, milho das lavouras, éramos os terrores da vizinhança. Aos finais de semana vendíamos picolé. Nada a ver ficar lembrando disso. E tudo o ver. Nossa amizade não se importa com distâncias. Somos amigos para o que der e vier, em qualquer lugar. Aliás, tenho muitas amizades assim.
Outro dia, conversando com o Rodrigo Vontobel, ela lamentava que muitos amigos acabavam traindo da confiança dele. E eu o disse que tinha dificuldades para entender isso, pois vinha de uma turma de amigos que dão a vida um pelo outro. Que davam voadeiras em quem se metesse com qualquer um de nós. E se brigávamos, era de um arrebentar a cara do outro e, em seguida, se ajudar para qualquer coisa. Nossa amizade é assim. O Chico é um amigo extremamente fiel que tenho. Como se eu já não soubesse disso. Se bem que, às vezes, é preciso ouvir, para saber o quanto ele é importante para mim. Outro dia quebrei meu telefone, mas troquei o aparelho. O número é o mesmo, mas perdi os contatos de quase 200 pessoas que tinha no meu aparelho. Saco. Vou ter de começar tudo de novo, veja só..
Bom, cansei de escrever. Não tenho nada para dizer, nada para pensar....

Nenhum comentário: