sexta-feira, 27 de julho de 2007

Censo indica falta de senso

O Censo 2007, que está em fase de conclusão, aponta preliminarmente que a população de Santiago diminuiu consideravelmente desde a última vez que o IBGE realizou a sua pesquisa, em 2001. Tal notícia é, sem dúvida, uma bomba para a nossa comunidade. Naquela época, se observou que Santiago iria ficar abaixo dos 50.941 habitantes e que, com isso, iria perder repasses relativos ao Fundo de Participação dos Municípios de mais de R$ 1 milhão. Só que, naquela época, se chegou aos 50 mil e uns quebrados. Santiago tinha perdido população em função da emancipação de Capão do Cipó. Hoje, passados sete anos, o que ocorre é que Santiago poderá nem chegar aos 49 mil habitantes. Isso é desastroso!!! Novamente o município vai perder. Perderá um dinheiro que poderia ser revertido em benefícios na saúde ou geração de emprego. Aliás, certamente a pouca ofertas de empregos é que tenha justamente sido o principal motivo para a diminuição no número de habitantes. Tenho vários amigos que foram embora para Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Santa Maria ou Porto Alegre, justamente pela inexistência de oportunidades. Tivemos algumas decepções, por exemplo, com o fechamento da uniade da Braspelco em Santiago e a própria diminuição no número de funcionários da unidade em Nova Esperança do Sul. Santiago também perderá representatividade política na Câmara de Vereadores, já que com uma população menor a 50 mil, poderá ter um número de 13 vagas na Câmara. Isso, se a Proposta de Emenda Constitucional do deputado federal Pompeo de Mattos for aprovada. É urgente e necessária uma análise de toda a nossa conjuntura política, social, econômica e educacional com relação a essa perspectiva do Censo. O que ele está nos mostrando é a nossa falta de ação, cobrança e de senso.

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