segunda-feira, 30 de julho de 2007

Bonitinhas, mas ordinárias


Não costumo andar de ônibus. Na verdade, não gosto de andar de ônibus. Prefiro andar a pé do que entrar num coletivo. Isso porque basta eu entrar num, que já começo a ficar enjoado. Pode ser algo psicológico, já que quando eu tinha uns 10 anos, um "borracho", cheirando muita cachaça sentou do meu lado num ônibus que voltava de Santa Maria e ele vomitou no corredor. Ficou aquele cheirão enjoativo de cachaça durante a viagem inteira dentro do coletivo. Foi algo bem desagradável e, por isso, toda vez que entro num ônibus parece que sinto aquele cheiro horroroso. Bem, mas isso é coisa minha.
Eu não gosto de andar de ônibus, mas tenho muitos amigos que usam esse meio de transporte. Com relação a esse assunto, quero comentar duas coisas. Uma, é o preço que está sendo cobrado atualmente nas passagens urbanas em Santiago, equivalente ao valor pago em grandes cidades como Santa Maria, Porto Alegre e Curitiba. Acontece que, em tais cidades, o valor que você paga se justifica pelo grande trajeto que é percorrido. Santiago é uma cidade pequena e a distância de um ponto a outro não é tão grande assim. Sem dúvida que a empresa que presta serviço de transporte urbano, a Centro-Oeste, visa lucro. No entanto, se torna pesado para o bolso do usuário. A empresa tem custos? Veja só, o consumidor também tem. E paga por isso...
É uma reclamação que tenho ouvido de várias pessoas e é, até mesmo, motivo de discussão por parte de leitores do Expresso Ilustrado, em sua comunidade no orkut (clique para ler). Outro ponto que quero falar é com relação aos abrigos para usuários de ônibus. Vocês já viram os que foram instalados pela Prefeitura em frente a pracinha de brinquedos e na praça Moysés Viana? Na foto acima, você confere o visual. Elas são muito bonitinhas. Porém, também são muito ordinárias. Como disse anteriormente, não costumo andar de ônibus. Mas, olha só, analise a parada: a pessoa senta num ferro arredondado, totalmente desconfortável. Note a foto acima, só três pessoas estão sentadas no abrigo. Outras preferem ficar de pé. Claro, pode ter sido a coincidência na hora de tirar a foto. Mas, sabe, fiquei analisando. Certamente, quem mandou construir esse abrigo, obviamente não anda de ônibus (grande Ito...). E isso nós temos em comum. Acontece que se eu tivesse a responsabilidade de criar algo desse gênero, antes de fazer qualquer bobagem, iria fazer a coisa mais óbvia do mundo: mostrar o projeto para quem fosse fazer uso. Nada muito científico, simples assim, na verdade. Bastaria sentar numa parada e puxar uma conversa com o seu José ou com a dona Maria. "E aí, como é que seria um abrigo ideal?".
Nos dias chuvosos, já ouvi reclames diversos, as pessoas ficam com metade das costas descobertas, se molhando. É chuva de tudo o que é lado. Já ouvi "n" reclamações de pessoas dizendo que tais abrigos de ônibus não abrigam nada. A intenção de substituir as paradas anteriores por essa deve ser louvada no aspecto visual. Ficou show. Bonito mesmo. Agora, em termos de funcionalidade para quem tem de aguardar ônibus, ficou devendo. Ou eu é que estou sendo muito enjoado???

Um comentário:

Patricia Ronsani disse...

Agora tive que concordar com você...
Também não sou muito fã de andar de ônibus,mas como moro muito longe preciso...
Concordo plenamente com o que escreveu,em tudo....
Bjus....