segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Último post de 2007

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Valeu, 2007. Passei aqui só para me despedir de ti. Com um brinde. Tu foi um ano legal, muito bacana mesmo. Tenha orgulho de ti. Pode ter certeza de que vou sentir saudades. Prometo que vou brindar a tua partida com champanhe e saudar o teu substituto, 2008, da mesma forma, acreditando que ele vai ser tão bom quanto tu foi. Tenho certeza de que você também estará na torcida. É isso aí, meu velho. Parabéns pelo esforço, parabéns pelo trabalho.

Nem tudo deu certo, mas nem tudo deu errado. O ano que vem as coisas continuam, a vida continua e a gente segue com aquele velho sonho querer ser feliz a qualquer custo, apostando na loteria tentando ser milionário, ou sonhando com o carro, ou sonhando com a capa da Playboy ou sonhando com fama ou sonhando com algo que esteja lá no horizonte e se matando para alcançar achando que aquilo que esteja lá longe é o que nos completará e nos dará a felicidade plena e absoluta, como se não importasse que o resto do mundo não esteja em paz. O que importa é continuar correndo sempre atrás, tentando, tentando e tentando alcançar o inalcançável.

Mais ou menos como aqueles ratinhos que andam em circulos, sempre olhando adiante, correndo muito sem sair do lugar. Mas, enfim, que em 2008 a gente consiga uns queijinhos legais de brinde! Valeu mesmo!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Reiventando o Natal

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O Departamento de Marketing das Organizações Natal S.A. estava reunido para deliberar sobre a data. Integravam a referida organização os maiores empresários do mundo, representantes dos mais diversos segmentos da indústria. Em pauta, algumas mudanças que eles pretendiam implementar no Natal, já que para eles, esta era uma data de profundo significado, portanto, não deveria ocorrer num dia apenas. Alguns, defendiam que o Natal deveria ser de uma semana, pelo menos.
- Isso, vamos fazer tipo o Carnaval brasileiro...
Comentou um deles, enquanto outro calculava quantos dias as pessoas ficariam fazendo compras. Um dos membros do Conselho, o qual representava o Vaticano, torceu o nariz.
- Ora bolas, Natal em uma semana? Que bobagem vocês estão falando. Isso demonstra uma completa ignorância religiosa. Nunca leram a Bíblia? O Natal representa o nascimento de Jesus. E ele recebeu presente apenas na noite de seu nascimento, quando os Reis Magos vieram visitá-lo. Já no outro dia, sua família teve de sair às pressas de Belém, por causa da matança ordenada pelo rei Herodes. Natal numa semana não dá!
Seguiu-se um silêncio às palavras do religioso. Até que um executivo perguntou:
- Tá, mas quem é esse Jesus?
- É aquele que apanhou no filme do Mel Gibson- respondeu outro, mais esclarecido.
- Tá, mas e ele nasceu no mesmo dia do Natal?
- É por causa dele que existe o Natal, então? Ahhh....

As horas passavam e o assunto não terminava. Era preciso mexer em alguma simbologia do Natal para poder estruturar as mudanças necessárias. Até que alguém ousou:
- Vem cá, mas e o Papai Noel (TM)?
Todos se voltaram para ele.
- Aquela roupa vermelha já está over. Nada a ver com os novos tempos. Podiamos mudar a sua origem, torná-lo mais globalizado, mais jovem, mais esportivo. Podemos dar também mais destaque à, apenas mencionada, mamãe Noel. Sim. Isso vai permitir que as mulheres se identifiquem mais com esse símbolo. Podemos criar uma família Noel, tipo "Os Incríveis", acrescentar alguns detalhes modernos, criar um cachorro, um modelo familiar inspirador. Cada dia, seria dia de um deles, dentro dessa semana natalina.
Depois dessa sugestão, todos começaram a debater como seria o Papai Noel (TM) do novo milênio. Até que o presidente da Coca-Cola, que até então estava quieto deu um soco na mesa, sentenciando:
- No Papai Noel (TM), ninguém mexe!!!!

A sala ficou em silêncio. Já que o Papai Noel (TM) era intocável (propriedade da Coca-Cola), resolveram retornar ao assunto de Jesus. Seria preciso mudar a sua origem, seus hábitos, acrescentar algumas filosofias mais globalizadas, reimprimir uma nova versão da Bíblia, mudar seu visual etc.
- É, a Bíblia precisava ser atualizada mesmo- pensou melhor o representante do Vaticano, enquanto entornava o seu gole de Coca-Cola. Com gelo e limão.

sábado, 8 de dezembro de 2007

O filho do Super-Homem

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- Mãe, pede para o Super-Homem vir me ver?
Foi esse o pedido que o pequeno Michel de 08 anos fez à sua mãe, Clarissa, com sua voz fraquinha e cansada. Numa situação normal, ela poderia explicar que o herói só existia nos filmes e nos desenhos que ele assistia e nas revistas em quadrinhos que lia. O garoto adorava o herói e tinha bonecos, lancheiras, tênis e até uma capa vermelha que amarrava no pescoço para correr em volta da casa com os braços abertos, fingindo voar. Mas isso quando ele era um menino saudável. Hoje, a sua rotina era praticamente casa-hospital-casa-hospital. Há meses, o pequeno enfrentava uma luta pela vida. Apesar de ter um coração nobre e corajoso no sentido metafórico, no real, ele sofria com o câncer, que definhava o seu pequeno corpo. Michel já tinha enfrentado várias batalhas pela vida e, não raras vezes, esteve perto de morrer. Mas ele insistiu e se manteve. Há menos de uma semana, uma grave crise respiratória o trouxe de volta ao hospital, mas ele vinha se recuperando. Como dizer para uma criança nessas condições que o seu ídolo não existia?
- Mamãe vai ligar para o Super-Homem. Ele vai vir te visitar, sim.
ela disse, segurando as lágrimas.
- Promete, mamãe?
Ela prometia.

Assim que o menino adormeceu, Clarissa se dirigiu ao corredor do hospital. Escorou-se próximo a uma janela e acendeu um cigarro, fixando o seu olhar na vida lá embaixo, aquele movimento todo de carros e de pessoas. Visto dali de cima, do quarto andar, tudo parecia feio, desorganizado e barulhento. Um interminável movimento de vai e vem, um formigueiro humano. Seu pensamento vôou nessa comparação entre homens e formigas. Talvez, em virtude do cansaço. Em seguida, voltando a si, sacou o celular da bolsa e ligou para o pai do Michel, o seu ex-marido. Hoje, ela era uma mulher casada e as aflições de criar o filho eram divididas com o seu atual marido. Porém, para o que tinha em mente, só poderia contar com ele, o pai do menino, seu antigo amor. Apesar dele se revezar com ela no hospital e cumprir suas obrigações paternas, ela não mais morria de amores por ele (como outrora). Na verdade, se cumprimentavam só com olhares e trocavam instruções peculiares de pais separados que dividem a atenção do filho.
- Preciso que tu faça isso pelo Michel, por favor...
Finalizou ela, ao telefone, desligando-o, deixando ele proferir para ninguém a palavra "beijos".

Mais tarde, vencida pelo cansaço, Clarissa adormecia na poltrona ao lado da cama de Michel. Suavemente, era despertada pelo roçar de dedos em sua face. Era o seu marido.
- Estava te olhando dormir. Tens que ir para casa. Chame o pai do Michel para vir aqui um pouco. Tu precisa de uma cama para descansar...
Ela olhou no relógio, já estava na hora dele aparecer mesmo, mas pontualidade nunca tinha sido o seu forte. Pelo menos com o filho, poderia ter mais consideração.
- Eu estou bem, meu querido. Quero ficar aqui mais essa noite. Não vou me sentir bem em casa.
- Aquele cara é um irresponsável mesmo.
"Psst", ela o repreendeu.
- Não fale isso na frente do Michel.
Mas o menino assistia a um desenho animado na televisão e pouca atenção dava aos dois. E o soro dependurado no suporte pingava o veneno químico em suas veias abertas nos bracinhos inchados.
- Bem, então terei que passar a noite contigo...
Resolveu ele, sentando numa cadeira. Clarissa pegou a bolsa e foi até a janela do quarto para acender um cigarro. Abriu a bolsa, pegou o isqueiro e, quando foi acender o cigarro, surpreendeu-se ao voltar o seu olhar para o formigueiro humano, logo abaixo. Num instante, ela colocou tudo de volta e ordenou para o marido.
- Vamos sair daqui do quarto. Michel, querido, nós vamos aqui fora tomar uma água e já voltamos...
Ela disse, arrastando o seu companheiro porta afora, deixando-o sem entender nada. Michel ficou sozinho no quarto assistindo ao seu desenho na TV. Alguns minutos depois deles terem fechado a porta, uma figura colorida aparece na janela. Michel reconhece o traje vermelho e azul, a capa e o "S" no peito e grita.
- Super-Homem!!.
Ele entra pela janela, saindo detrás das cortinas esvoaçantes.
- Olá, Michel. Eu vim te visitar, como tu querias...
À medida que o herói vai se aproximando do garoto, ele reconhece aquela figura imponente, um tanto surpreso.
- Ah, é tu papai.
- Sim, meu anjo. Sou eu.
- Como o senhor chegou aqui? É alto...
- Eu vim voando, Michel...
- Voando, pai?
O garoto ficou confuso, mas devia ser verdade. Eles estavam no quarto andar do hospital. Ele acreditou no pai, que continuou a história.
- Chegou a hora de eu te contar um segredo, que fica sendo só nosso... eu sou o Super-Homem.
Michel, envolto com máscara de oxigênio, olha atentamente para aquele homem próximo dele, tocando em sua fantasia com a ponta dos dedos, deslizando a mão sobre a capa vermelha e se questionando sobre algo que nunca tinha se dado conta. Seria possível?
- Verdade, pai? O senhor é mesmo o Super-Homem?
- Sim, meu querido. Eu nunca tinha te contado, nem mesmo para a sua mãe, porque... preciso manter em segredo. Mas eu sei que tu é corajoso... e eu confio em ti. Sei que guardará esse segredo e não vai contar para ninguém.
- Não vou não, se o senhor me diz para não fazer isso...
- Meu filho, eu quero dizer que nós te amamos e que tu é forte. Vai dar tudo certo. Vai te recuperar, sair desse hospital em breve. E nós poderemos nos divertir muito ainda...
- O senhor me leva para voar?
- Sim, eu te levo para voar... mas não hoje. Eu quero que tu descanse e continue sendo forte, sendo... de aço. A sua mãe precisa disso, eu preciso disso, que tu continue sendo corajoso, forte, porque tudo vai terminar bem. Tu vais ver...
- Eu acredito no senhor...pai, digo, Super-Homem.
- Esse é o nosso segredo...
O gigante beija a fronte do menino com muita delicadeza. Ele sorri. O pai olha para a janela da porta, vê sua ex-esposa acompanhando a cena com lágrimas nos olhos. Por um instante, o olhar dos dois se entrelaça e à distância parece dizer mais do que muito já disse quando estiveram próximos.
- Eu tenho que ir, meu querido.
- Eu sei, pai. O senhor precisa salvar as pessoas.
- Sim, é isso mesmo.
Ele se vira em direção a janela e olha para baixo. O pessoal do Corpo de Bombeiros o aguardava com uma grua de salvamento à altura do parapeito, como havia combinado com o capitão, que era seu amigo e estava lhe quebrando o maior galho de sua vida.
- Por isso o senhor foi embora, não é mesmo?
O pai vira-se com a pergunta do filho.
- O senhor não pôde ficar com a minha mãe para protegê-la... e não revelar a sua identidade...para poder continuar salvando as pessoas. Mas eu sei que o senhor a ama... ela é que nem a Lois Lane, né?

Por um instante, ele reflete sobre as palavras do garoto. Olha para as suas vestes, sentindo-se um tanto ridículo por estar naquela situação, com aquela fantasia ultrapassada de Carnaval. Como ele aceitou fazer isso? Em seguida, olha novamente para a porta, tentando vê-la, mas ela não estava mais lá. Volta o seu olhar para o filho.
- Esse é mais um segredo que nós dois vamos ter que dividir...

Ele se despede de Michel com o olhar, fecha a cortina e entra cuidadosamente na grua. Ele sempre teve medo de altura, mas teve de encarar esse medo por causa de Michel. Enquanto os bombeiros o descem lentamente, ele vai lembrando do telefonema que recebeu da ex-esposa.
- Ele quer conhecer o Super-Homem. E tu vai ser o Super-Homem dele...
Ela praticamente ordenou. Sempre foi boa em dar ordens.
- Olha, eu faria qualquer coisa por ele, mas...
Ele tentou argumentar. Mas ela sentenciou.
- Então, faça!
Ele disse "beijos", mas ficou no ar. Ela já tinha desligado. Foi a partir daí que ele começou a correr atrás de uma fantasia. Ela nunca imaginaria toda a peregrinação que ele fez até chegar à janela do quarto andar onde Michel estava. Em todo o trajeto elevado, na volta para o chão seguro, uma inevitável música não saía de sua cabeça: "Superman Theme", de John Willians.
............
Michel abraça a sua mãe com carinho.
- Eu te amo, mamãe. É a melhor mãe do mundo...
Pelo resto da noite ele se manteve feliz, disposto, com um brilho diferente no olhar, o qual esteve um tanto apagado. Perguntou dos coleguinhas da escola, falou sobre as coisas que gostaria de fazer quando saísse do hospital e deu boas risadas, apesar da voz rouquinha e fraca. Clarissa olhava para ele, frágil e lembrava de suas primeiras palavras, de seus primeiros sorrisos, de seus primeiros passos. Algumas noites de agonia ela o abraçou tão forte, como que desejando que ele voltasse para o seu ventre e, protegido de todo o resto, pudesse nascer de novo, saudável.
Mas, naquela noite, Clarissa se sentiu em paz e com a esperança renovada. Naquela noite, ela dormiu confortável na desconfortável poltrona ao lado de Michel, que também descansava do tormento das quimioterapias.
..........
No meio da noite, Michel acorda sentindo uma leve brisa no rosto. Levanta um pouco a cabeça e olha em direção a janela que estava aberta, fazendo com que as cortinas dançassem à mercê do vento. Do lado de fora, uma figura que ele conhecia bem. Era o Super-Homem, ou melhor, o seu pai. Michel livra-se da máscara de oxigênio, retira o soro das veias e levanta com suavidade, evitando acordar sua mãe, que dormia ao seu lado. Ele vai até a janela e vê o seu pai sorrindo e flutuando no ar.
- Oi, Michel. Ainda quer dar aquele passeio?
- Para onde o senhor vai me levar?
- Vou te levar para o céu, meu anjo. Vou te levar para voar...
O pai estende a mão, convidando. Michel aceita, mas antes corre até a sua mãe e lhe dá um beijo no rosto, carinhosamente.
- Eu estou pronto, pai.
Os dois se dão as mãos e em seguida começam a se afastar da janela flutuando. Michel se vê invadido por uma sensação indescrítivel, que jamais experimentara, sentia-se leve como uma pluma, tendo a brisa a lhe acariciar o rosto. Lá embaixo, via a cidade em movimento, a praça onde brincava com a turma, o seu colégio, a rua de sua casa, a piscina do vizinho, tudo pequenininho. Nesse momento, ele estava voando de mãos dadas com o maior herói do mundo, que era o seu pai. Viu-se invadido por uma sensação de amor infinito, de bondade suprema e teve vontade de agradecer por isso. Dali de cima, o mundo era muito mais bonito, organizado e tranquilo. Dali de cima, o mundo parecia estar em paz.
- Tu está pronto para voar mais alto?
- Para onde?
- Já te falei, meu querido...para o céu.
Michel vira-se para tentar enxergar o prédio do hospital, mas ele aparecia minúsculo, bem ao longe de onde estavam. Pensou na sua mãe, no sofrimento que ela vinha passando e no que iria passar. Mesmo sem conseguir enxergar (não tinha visão de raio-x), ele sabia que nesse momento, os médicos já estavam tentando trazê-lo de volta, em vão. Sabia também que sua mãe não se conformava e teve vontade de chorar. Mas estranhamente viu-se invadido por uma sensação de tranquilidade.
- Tudo é amor, meu filho...
- Pode me levar para o céu, sim, pai.

E os dois foram subindo cada vez mais, distanciando-se deste plano físico, superando a superfície, deixando para trás a estratosfera, a mesosfera,a atmosfera. Para o alto e avante.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Guerra particular

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A discussão se estendia, a ponto de terem perdido a noção de tempo. Podiam ter se passado minutos que eram como horas ou, de fato, longas horas de ofensas. O motivo? Nem lembravam mais. No momento em que defendiam seu front, novas munições eram utilizadas e lançadas em território inimigo e cada ataque resultava num contra-ataque. E a batalha se renovava a cada minuto. Cada qual, tentava gritar mais alto ou ter a última palavra, mas era praticamente impossível. Naquele momento, se odiavam mais do que tudo e levantar bandeira branca era inaceitável para ambos. Faziam uso de suas metralhadoras acusatórias mas, ao mesmo tempo, fingiam não se ferir. "Maldito dia em que te conheci. Você é a pior pessoa do mundo", ele disse. Foi nesse momento em que ela foi atingida.

Ela até que tentou encontrar alguma granada verbal para jogar no inimigo, mas não encontrou. Engasgou e as lágrimas lhe vieram aos olhos. Era hora de bater em retirada. "Eu te odeio", ela disse, enquanto se lançava para atravessar a rua e ir embora. Ele virou as costas e se foi para o outro lado, vitorioso. Cega de raiva, ela não enxergou o carro, que a atropelou. O grito dela lhe atingiu mais do que qualquer coisa. Ele se virou e viu o seu corpo de 1,60 ser arremessado a uma altura considerável e atingir o solo. Seu coração pesou uma tonelada. Instantes depois, a multidão se aglomerava em torno dela, que fechava os seus olhos. Ambulância. Hospital. Correria. Oxigênio. Médicos. Transfusão. Dois dias depois, ao abrir os olhos o viu. Com a mesma roupa, a barba crescida, com olheiras profundas. Ela suspirou. Ele se entregou às lágrimas. "Eu te amo", ele disse. "Eu sei", ela sorriu...

Pobres e ricos

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Era inverno. O termômetro marcava zero grau, mas ele dormia confortável em seu quarto climatizado e envolto em edredons. Dirigiu-se ao chuveiro, onde uma ducha quente lhe deu bom dia.
Era inverno. O frio castigava o seu corpo já tão escalavrado. Outro dia, um sem-teto, como ele, havia morrido por hipotermia. Dormia no fundo de uma construção, envolto em trapos velhos e fedidos.
Usou o shampoo que havia encomendado. Custou R$ 50, mas valia a pena. Deixava os seus cabelos mais sedosos.
Arriscou lavar-se um pouco na pia do banheiro da praça. Ele próprio já não aguentava o seu próprio cheiro.
Seu café da manhã: fazia questão de uma mesa farta, afinal, o seu dia era longo. Pão, queijo, presunto, leite, patê, bolo e, às vezes, ovos mexidos. Jogou fora um saco de bolachas. A ignorante da empregada comprara o sabor que ele detestava.
Seu café da manhã: um saco de bolachas que encontrara numa cesta de lixo ornamentada. O saco estava pela metade, mas ele comeu apenas três bolachas, afinal, o dia era longo e, sabia, a fome voltaria.
No caminho para o trabalho, parou para cumprimentar e conversar com amigos. Era uma pessoa popular, agradável, sabia contar piadas, dava boas gorjetas, era fino, elegante e agradável. Todos gostavam de sua presença.
Perambulou durante horas pelas ruas. Enxotou um cachorro que revirava uma cesta de lixo, mas dividiu com o cusco magro a pouca comida que encontrou numa marmitex amassada. Grato, o cachorro balançou o rabo. Naquele dia (e em outros dias), ninguém dirigiu o olhar para ele, que não existia. A não ser como um obstáculo a ser desviado.
No fim da noite, ambos dormiram. Cada um sonhou com uma vida que não era a sua. Ao acordarem, no dia seguinte, a dúvida: ele era um homem pobre que sonhava ser rico, ou era um homem rico que sonhava que era pobre? Ou seria um homem rico por fora e pobre por dentro ou pobre por dentro e rico por fora? Ou...

sábado, 24 de novembro de 2007

Aluga-se um coração

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Entre os classificados do jornal de domingo lá estava um insólito anúncio, que não oferecia carro, apartamento ou computador. "Aluga-se um coração", era a singular mensagem acompanhada do número do telefone para tratar do negócio. De quem seria esse coração? A pessoa que anunciou estaria com problemas cardíacos e, ao invés de esperar na interminável fila dos transplantes buscou um meio insólito de conquistar o almejado órgão? Não. Talvez não fosse alguém buscando, mas sim, oferecendo o seu coração. Poderia ser por falta de uso ou, quem sabe, tivesse trocado o seu convencional por um modelo sintético e mais avançado, o qual não incluía os inconvenientes defeitos de se apaixonar e deixar a insensatez gerada pela flecha do cupido dominar a razão e a emoção, fazendo com que seu portador se lançasse em aventuras tresloucadas do tipo que se vê em filmes açucarados."Aluga-se um coração". Lá estava o anúncio. Preto no branco. Frio. Insólito e inédito. Instigante e desafiador. Seria um coração alado, avoado, desesperado, descompassado, abobado, desapaixonado, sonhador, aventureiro, atrasado, sincero, inocente, sacana, quebrado, magoado pronto para ser atravessado pela lança do desamor? Ou apenas pura carne, músculo, veias e sangue? Esse coração estaria em bom estado, sem vestígios de antigas paixões, marcas indeléveis de desilusões e desencontros, ou simplesmente fosse um coração que não soubesse amar. Não! Não existe coração que não saiba amar, mas sim, aquele que não queira amar. Já aí, se entenderia a razão do classificado. Um coração que não ama não tem razão de continuar batendo. Alugue-se.

Idiossincrasias...

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Texto escrito em setembro de 2005

Hoje, eu quis chorar. Botei para rodar aquele CD com músicas selecionadas, de nossa trilha sonora, só com canções que falam de amor. Engraçado, nunca tinha percebido que aquelas canções tão românticas, que embalaram nossos beijos, contavam histórias de amores desfeitos, desencontros, desilusões e saudade. Todas letras tristes, mas bonitas de ouvir, pois mexem com os sentimentos. Num momento feliz, cantar uma música dor-de-cotovelo parece ser tão encantador, como se você sentisse que aquilo lhe faz feliz, como se não importassem as palavras mas, sim, a sonoridade de um violino, como em "To Love You More", de Celine Dion; do piano de Richard Claiderman, da guitarra de Bon Jovi, em "Always" ou, mesmo a fantástica voz de Withney Houston em "On Moment In Time". Canções que faziam sorrir, mas que também tem o poder de fazer chorar, com maior intensidade. Notei que as letras de nossas canções, contavam histórias tristes, mal resolvidas, abertas, finais infelizes. Ironicamente, eram essas as nossas canções. Eu rio e, em seguida, choro. Eu choro por tudo aquilo que perdi e perdemos. Não choro por nada material que ficou para trás e do qual eu tinha direito: computador, empresa, dinheiro ou qualquer objeto material. Nada disso importa, para mim e, não choro por isso. Sabe o que me faz chorar? Vou te dizer:Choro pela maneira manhosa que você tinha em me pedir algo, me seduzindo com trejeitos infantis e meigos, apelando para meu lado paternal de atender os seus apelos; choro pela maneira que você inclinava a cabeça em direção a xícara de café para beber; choro pelas dezenas de copos d'água que você bebia diariamente; choro por seus fios de cabelo no sofá; choro por suas mãos aconchegadas nos bolsos de minha jaqueta, nos dias frios; choro por seus vários pares de sapato no meu quarto; choro pelos brincos que deixava em cima da mesinha da sala; choro por aquela insistência que tinha em querer aparar minhas unhas, ao invés de me deixar roelas; choro pelas vezes que foi vencida pelo sono, não conseguindo assistir filmes de madrugada; choro pelas tonelades de pipoca; choro por você encolhida nos bancos do ônibus quando viajávamos, aninhando-se em meu colo; choro por aquela folha de couve que te dei a primeira vez, ao invés de dar uma flor (queria mostrar que eu era diferente de outros, desde o início); choro pelo colchão na sala; choro pelas peças de teatro; choro pela declaração de amor que fiz para ti naquele primeiro dia de aula; choro pela vez que discutiu com uma colega que estava me cantando; choro pela habilidade que você tinha em ler de ponta-cabeça (nunca consegui fazer isso); choro por você assistindo aos jogos no estádio de futebol, com aqueles fones de ouvido; choro por cada mudança que fez em seus cabelos (não foram poucas); choro pelos recortes de jornal reunidos em um álbum; choro por aquela família de gatos brancos; choro por nossos dedos se encontrando pela primeira vez, embaixo da cadeira; choro por nós dois, matando aula no corredor da escola; choro por teu nome rabiscado nos meus cadernos; choro pelas provas que fez em meu nome, cobrindo minhas faltas; choro pela coragem que sempre quis que tivesse; choro pelas vezes em que depositei responsabilidades demais em teus ombros, por querer que fosse forte; choro pelas vezes, em que te provoquei para que não fosse menos que eu, pelo contrário, fosse superior; choro por lembrar de você dando aulas no Projeto; choro pelos planos que eu te ajudava a fazer; choro por você, galgando cada passo em tua escalada profissional, sempre me pedindo auxílio, com medo de errar; choro por aquela caneca do patolino que me deu; pela camiseta do Super-Homem que me trouxe de São Paulo; choro por suas histórias; pelo chuveiro queimado; pelo chapeu de bruxa preso na árvore; choro pelos meses de estágio, quando mal lhe sobrava tempo; choro pelo Pequeno Príncipe, emprestado do professor Ivo; choro pelos apelidos bobos que dávamos um ao outro; choro pelas cartas de amor; choro por aquela pázinha de sorvete que você mordeu, da primeira vez em que fomos a uma sorveteria; choro por nossos nomes escritos com canivete naquela árvore em frente ao colégio; choro por nós dois correndo na beira do mar; choro pela vez em que você brincou com três filhotes de leão; choro por suas tentativas frustradas em querer cozinhar; choro por seus espirros em sequência; pelas vezes em que esquecia sua bombinha contra a asma, me obrigando a voltar correndo para buscar; choro pela paixão que tinha pelos animais; choro pela maneira que me olhava quando eu me atrasava, quando marcava algo com você (e eu sempre me atrasava); choro por aquele concurso de fotos que você conquistou o 1° lugar; choro por aquela gincana em que fomos jurados; choro pelo gosto que tinha por brincos e pulseiras feitas por hippies; choro pelas noites frias, em que te cedia o meu casaco; choro pelas vezes que insistiu em querer, você mesma, cortar o meu cabelo; choro por suas unhas pintadas de preto; pelo tersol que, vez por outra, insistia em surgir, te deixando envergonhada e me obrigando a tirar e aquecer nossa aliança e passar em seus cílios (simpatia, diziam alguns); choro também pelas brigas; pelas vezes que te ofendi, de alguma forma; choro pelas vezes que deixei de te compreender e pelas vezes em que não soube entender meu pensamento; choro porque muitas vezes, não percebeu que eu era diferente de todos os outros e precisava ver um sentido, antes de tomar qualquer atitude; choro por por você insistindo em assistir "Gilmore Gilrs"; choro por você, pulando Carnaval; choro por teu guarda-chuva transparente, que você adorava e que eu deixei ser quebrado pelo vento; choro por teus sonhos que embalei; e pelos meus devaneios, que você jogou água fria; choro pelas vezes que me apoiou; choro pelas vezes em que cheguei a me encantar por outras pessoas; choro pelo bem que sempre quis para ti e pelo mal que não hesitou em me causar; choro também por todas as coisas boas que me proporcionou; choro também porque sou grato a tudo o que aprendi contigo; choro por teu ciúme, que eu não soube compreender; choro pelo ciúme que eu também não soube demonstrar; choro pelas vezes em que não briguei por ti, como pedia, mas acreditava que o fazia, estando contigo para qualquer coisa que acontecesse. E eu estaria do teu lado, sempre. Eternamente. Honrando minha palavra. Honrando os meus sentimentos e os teus. Por tudo isso, e por muito mais. Hoje eu chorei, ouvindo canções melancólicas que falavam de amor, abandono, solidão, desencontro, paixões mal resolvidas, saudades, desilusões. Hoje eu quis chorar, sim. Por todas as lembranças e por todas as idiossincrasias. Hoje eu quis chorar para que eu lembrasse que esta seria a última vez.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Trabalho escravo no RS: Ração para cavalo e água contaminada

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"Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho, Brigada Militar e Polícia Federal flagrou ontem 36 pessoas em situação de trabalho escravo, em uma lavoura de eucalipto, na região central do Estado, perto do município de Cacequi. Vinte e nove homens, quatro mulheres e três crianças estavam produzindo dormentes para a sustentação de trilhos. Segundo informou o delegado do Ministério do Trabalho, Heron de Oliveira, o grupo tomava banho e bebia água de uma sanga contaminada, utilizada por agricultores para lavar equipamentos agrícolas. Além disso, foram obrigados a comer ração para cavalos, quando acabou seu estoque de arroz e feijão. Todas as pessoas que estavam em situação de trabalho escravo foram libertadas e hospedadas em um hotel, em Cacequi, pago pelo Ministério do Trabalho.O chefe da Delegacia Regional do Trabalho em Santa Maria, José Locatelli, disse ao jornal Zero Hora que o nome da empresa e dos empregadores estão sendo preservados “para fins de negociação dos pagamentos que os trabalhadores têm direito”. “Os empregadores admitiram as irregularidades. Não queremos prender ninguém. A empresa poderá continuar funcionando, desde que cumpra a lei”, afirmou ainda Locatelli. Aparentemente, o chefe da DRT de Santa Maria considera que obrigar pessoas a comer ração para cavalos e beber água contaminada configura apenas uma “irregularidade” que não deve engendrar maiores punições. Este é o Rio Grande velho de guerra. Praticamente todas as semanas, pessoas em situação de trabalho escravo são libertadas em várias regiões do país, e o nome dos responsáveis é divulgado. Aqui, na terra dos homens de bem, mantemos os nomes em sigilo para que as “irregularidades” sejam corrigidas sem maiores alardes".

Escrito por Marco Weissheimer

domingo, 18 de novembro de 2007

A noite se iluminou para "Os Melhores do Ano" em Jaguari

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Na noite mais escura do ano, em toda a região, somente os "Melhores do Ano" brilharam. Por volta das 18h do sábado, o gerente da AES Sul de Santiago, o Elielton, deu uma perspectiva nada agradável de que a energia elétrica só retornaria no domingo por volta de 11h. O motivo, segundo ele, teria sido a queda de alguma torres de energia, próximo a São Vicente do Sul. Desta forma Santiago, Jaguari, Nova Esperança do Sul, Capão do Cipó, Unistalda, São Francisco e Manoel Viana estavam totalmente às escuras. Se para um consumidor isso já um grande problema, imagine para um evento que estava previsto para acontecer no Clube União de Jaguari, agendado há vários meses: "Os Melhores do Ano". Liguei para o João e avisei sobre a perspectiva do Elielton e disse que estaríamos indo para a Câmara de Vereadores, caso ele quisesse conversar com o gerente da AES Sul. O presidente da Câmara, Diniz Cogo, iria pegar o gerente em casa e levá-lo até o Legislativo, onde dispunhamos dos telefones dos prefeitos e autoridades da região. O Elielton mora na rua Rogério Francisco da Rosa e estava impossibilidade de sair de casa com seu automóvel, em função do portão eletrônico não estar funcionando. Liguei para a Bruna, minha colega de trabalho e pedi para que nos encontrasse na Câmara, já que é ela quem dispõe dos contatos todos e até para ajudar a agilizar as coisas. Em seguida estávamos todos lá. Em seguida, chegou o João. A primeira coisa que ele perguntou, a pedido da Sandra Siqueira, era da possibilidade de se conseguir um gerador de energia para posssibilitar que o evento em Jaguari acontecesse normalmente.Não só a AES Sul não dispunha desse equipamento como em Santiago não havia um gerador disponível.
Realista, meu amigo João já trabalhava com a possibilidade de ter de adiar o evento. Seria um grande problema, mas a princípio, era o mais sensato a se fazer. Porém, logo que a Sandra chegou, ela não aceitava esse quadro e só tinha certeza de uma coisa: algo deveria ser feito, devia ter alguma forma de conseguir energizar o clube. Em seguida, foi lembrado de um gerador que a Prefeitura de Jaguari possuia. Logo, o João entrou em contato com o prefeito Ivo Patias para ver se seria possível utilizá-lo no Clube União Jaguariense. O prefeito ficou de ver com um eletrecista se a ligação daria certo. Sandra estava preocupada com as centenas de pessoas que se deslocariam de sua cidade, de suas casas e que estavam impossibilitadas de serem avisadas caso o gerador não desse certo. Não havia rádio, não havia como avisar a todos. Em alguns minutos, o prefeito Ivo acenou positivamente. O evento poderia acontecer tranquilamente, pois o Clube União de Jaguari estava energizado pelo gerador. Em questão de pouco tempo, todos estávamos nos deslocando para Jaguari, onde a festa "Melhores do Ano", aconteceu normalmente e com o mesmo brilho de sempre. Na verdade, com um brilho maior.
O jornal Expresso Ilustrado mais uma vez vencia as adversidades e saía vitorioso. Na noite mais escura do ano, em Jaguari, só "Os Melhores do Ano" brilharam. Deu tudo certo e durante a abertura do evento, uma emocionada Sandra Siqueira fez questão de agradecer ao prefeito Ivo por seu empenho e, em função disso, ele foi a pessoa mais aplaudida da noite. Foi uma noite, como sempre, agradável, com um cardápio sempre especial do Tarso e da Suzana, a receptividade do Clube União. Pude rever alguns amigos como o Hélio Fontana, a Jocelaine e a Helionora, além de figuras como o Arno Varlei, o professor Donaldel, o Luciano Gastaldo, o professor Eugênio, a Kátia e o Juca, entre outros. E, claro, contar com a companhia da Patrícia e do Gustavo e do incansável amigo Mira, um dos melhores eletrecistas da região, que ficou de plantão lá na festa para o que precisasse.

Deixa eu ver o que mais: ah, eu ainda não tinha visto o clip em que o João, a Sandra e a Suzana falam do jornal. Foi a primeira vez em que vi e apesar de conhecer toda a história do jornal, confesso que me arrepiei com o clip. Não tem como não se envolver no que está sendo dito, a respeito do Expresso: "Imagine um jornal que traz para você tudo o que acontece no mundo, como queda de aviões, furacões, quebra da bolsa, política internacional etc"..."agora esqueça tudo isso e imagine um jornal que mostra a sua cidade, o seu bairro, o seu vizinho, o seu vereador, o seu prefeito. Um jornal que fale da sua história. Esse é o jornal que você quer. Esse é o Expresso Ilustrado". Fantástico o clip. E, sem dúvida, o mesmo sentimento que tive de maior respeito e admiração após assistí-lo, todos os presentes também o tiveram, visto que a exibição foi efusivamente aplaudida.

sábado, 17 de novembro de 2007

Clips para o findi: Shakira em "tu"

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E, para finalizar, a minha amada Shakira, com sua música "Tu", de seu disco "Donde estan los ladrones". Bom findi!

Clips para o findi: Nightwish em "Nemo"

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Esse clip é muito show, baita produção do Nightwish e, principalmente, a poderosa voz da cantora Tarja Turunen. Fantástico.

Clips para o findi: Utada Hikaru em "First Love"

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Gosto muito dessa cantora. É a Utada Hikaru, considerada uma das melhores cantoras do Japão, na atualidade. A música é "First Love", que ela interpreta com muita intensidade.

Clips para o findi: Abba em "The Winner takes All"

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A melhor música do grupo Abba, sem dúvida: "The Winner Takes All", numa magnífica interpretação da inesquecível e imortal Agnetha.

Clips para o findi: The Corrs em "What Can I Do"

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Coisa querida as meninas do The Corrs, interpretando essa canção do grupo, que considero uma das melhores.

Clips para o findi: Elis Regina em "Como os nossos pais"

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Emocionante mesmo é ver Elis Regina interpretando "Como os nossos pais", de Belchior. Não tem como não se arrepiar...

Clips para o findi: Cazuza em "O nosso amor a gente inventa"...

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A música do Cazuza, embalada num videoclipe com imagens diversas. Muito 10!

Clips para o findi: Renato Russo em "Hoje a noite não tem luar"

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Legal esse clip, tirado do DVD do Legião, de um show acústico da MTV. Renato Russo interpreta "Hoje à noite não tem luar", do grupo extinto grupo Dominó. Veja só o quanto, Renato consegue passar a emoção e dá vida a essa música. Mostra que, pelo menos para alguma coisa, o Dominó serviu...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Clips para o findi: Frejat em "Túnel do Tempo"

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Duvido quem assista esse clip da música "Túnel do Tempo", do Frejat, não se encante com a animação e, ao final, não se emocione. Eu, por diversas vezes que assisti, confesso que cheguei até a chorar com o final. Como diz um amigo: "me identifiquei com o cachorro"...

Dica de filme: Menina Má.Com

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Uma boa dica de filme é esse aí, "Menina Má.Com", com Patrick Wilson e Ellen Page. Conta a história de uma menina de 14 anos, aparentemente ingênua, que dialoga via internet com um cara mais velho. Ambos marcam um encontro e depois vão para a casa dele. Os diálogos entre os dois, a sedução, tudo leva a crer que o cara vai se dar bem com a menininha e que está acostumado a ter esse tipo de relacionamento. Não dessa vez. Numa virada muito bem bolada da história, a menina abandona o seu lado "meigo" e parte para o ataque. Aplica um "boa noite cinderela", no cara e o amarra, passando a promover algumas sessões de tortura. Ela suspeita que ele seja um pedófilo que tenha molestado e matado uma amiga sua. Portanto, quer vingança.


Primeiro assisti o Menina, em 2006, num fim de tarde que foi um sofrimento. O filme é de uma crueldade ímpar, já tinha lido um monte a respeito, mas assitir tudo aquilo me deixou mais chocado ainda. E é tão bem filmado, a história toda é tão bem contada, que mesmo sabendo o que está acontecendo, mesmo não vendo o que está acontecendo, eu fiquei me mexendo na poltrona o tempo todo, sofrendo com o cara. O filme conta a história de uma menina de 14 anos de idade que conhece um cara pela internet (um cara mais velho, de uns 30 anos) e vai se encontrar com ele pra um sorvete que termina em uma ida à casa dele. A menina má do título revelador, já nos faz esperar alguma coisa dela, de sua carinha de anjo; e nem precisamos esperar muito porque ela já coloca um “boa noite cinderela” na água do cara e quando ele acorda, ele tá amarrado, bem preso, e a menina começa a dizer porque está lá, que ela quer vingar sua amiga, também de 14 anos, por ter sido molestada por esse cara, um suposto pedófilo. Só que a menina não tem provas e as procura, o cara passa o tempo todo neando o que aconteceu, até que a menina com um método infalível de confissão, muda toda a história. A partir de então, o filme vira uma tortura pra quem assiste, no melhor dos sentidos, se é que exista um bom sentido nisso. A mão leve do diretor faz com que não apenas o espectador sofra muito, mas sofra sem ver um único detalhe do que está acontecendo.

Nas mãos de um Tarantino ou de um Scorcese, o filme não seria a mesma coisa, pelo prazer pelo gráfico, pelo explícito. Na verdade o filme seria outro, bem diferente. Mas o bacana é a sutileza da direção mesmo, apesar do tema e do enfoque. A atriz do filme é bacana, não tem tanto a cara de uma menina de 14 anos, parece mais madura do que deveria, isso me incommodou um pouco. Imagino a dificuldade de conseguir uma atriz mais nova , menos experiente pra um papel desses, mas acho que assim o filme seria perfeito, uma menina má com cara de menininha mesmo. Mas isso não atrapalha tanto quando as coisas relamnete acontecem.

E quem rouba a cena é mesmo Patrick Wilson, o suposto molestador, acuado por uma garota que o faz sofrer e que mesmo assim tenta manipulá-la de alguma forma. A gama de interpretação de Wilson é impressionante. Ele não só é convincente como nos faz ter pena de um cara que em princípio estuprou e matou uma menininha. Isso pra mim é ser fodão, mérito do ator e claro do diretor e roteiro e tal. Mas com um ator mais canastra, mais querendo aparecer, isso iria por água abaixo. Wilson se segura e dá show, não quer aparecer e acaba se destacando.O filme é curto, como devem ser os filmes, ou a maioria deles, pelo menos. E na minha opoinião isso se deve ao bom senso de uns poucos e bons diretores, que sabem a hora de parar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

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Em tempo: no post em que falei sobre a feira da arte santiaguense, abaixo, ainda não havia confirmado algumas participações como a dos cantores Paulo Reis, Vinícius Finamor, André Canterle, da cantora Layla Deleon e do escritor Froilan Oliveira, que estará fazendo um recital de poesias. Assim que estivermos confirmadas todas as participações, devo publicar o nome de todos os envolvidos. Por ora, estou só no "entre outros.."
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Dormi até umas 10h30 hoje, aproveitando que era feriado. Muito bom poder dormir até um pouco mais tarde, afinal, todos os dias a gente tem essa rotina de levantar cedo e ir trabalhar. Então, domingos e feriados são dias propícios para fazer isso. Mesmo quando não trabalho no sábado, não curto muito ficar na cama até tarde. Gosto de aproveitar o sábado, caminhar, ver amigos, ir na locadora pegar um filme, dar um pulinho ali na banca do Gecênio e jogar papo fora com ele, que me conhece desde que eu era um guri, que comprava colecionava revistas em quadrinhos. Aliás, muitas vezes essas mesmas revistas que eu comprova, acabava emprestando ou trocando com o Cassal, o Sidi, o Chico, o Dionei, o PC ou outros amigos. Hoje em dia, são poucos os que ainda mantém o hábito de comprar quadrinhos. Eu mesmo não tenho comprado porque pouca coisa boa tem saído. O PC como viaja muito para Santa Maria acaba encontrando muita coisa boa lá na banca do Jesus. (que, aliás, é um explorador...). Por que enveredei por esse assunto dos quadrinhos, mesmo? Ah, sim, tinha comentado sobre o Gecênio...

Voltando ao assunto do Gecênio lembrei de uma coisa. Ele não aperta a mão de ninguém, pois diz que a mão é suja e transmite muitas doenças. Sempre teve essa cisma e depois que leu na coluna do Paulo Sant'ana que ele também considera o mesmo, agora é que ele não estende a mão para ninguém. Dito isso, agora devo confessar que uma das minhas diversões ao chegar lá no Gecênio é estender a mão para ele, aguardando o aperto só para ver a cara de desprezo do meu amigo. É o que acontece quase sempre. Mas às vezes, desapercebido, ele aperta a minha mão e, óbvio, eu não largo e fico comemorando a conquista. Até chamo a esposa dele, a dona Maria Helena para presenciar o ocorrido. Ela dá muita risada e tira um sarro do marido, pois sabe que ele é meio maniático mesmo. Outro dia cheguei lá e o Gecênio estava distraído com o professor Noé Machado e apertou a minha mão. O Noé, que é cliente de muitos anos dele também sabia dessa sua frescura. "Eu não acredito que tu conseguiu apertar a mão desse vivente". Ehehehe. O Gecênio fica puto comigo e, não raras vezes, se desloca para ir lavar a mão.

Incrível como eu consigo fugir dos assuntos que inicio. Comecei esse post contando que tinha acordado às 10h30. Fui para o banho e em seguida saí com o Chico, que tinha batido à porta. Demos uma volta para conseguir um equipamento que ele precisava e marcamos de ir na cachoeira à tarde. Ou seja, 15 quilômetros à pé, para ir e voltar. Por volta de duas da tarde, encontramos o seu Antônio, pai do Cristiano e iniciamos a nossa peregrinação, tendo também a companhia da Marcela. Andamos pelo mato, pelos trilhos, castigamos bastante os nossos pés, nos queimamos bastante no sol, suamos, nos machucamos, nos arranhamos e todo mundo está dolorido. Pelo caminho, o seu Antônio foi me mostrando as suas plantações. Toda a semana ele desce para o cachoeirão e, pelo caminho, vai plantando mudas de árvore frutífera, como laranjeira, bergamoteira, cerejeira, abacate etc. E fica imaginando quando chegará a época de começar a colher os frutos desse seu investimento. Exemplo de homem paciente.

Outro dia, chamei o Pedro para conversar comigo e com o Rodrigo Vontobel. Ele nos relatava a respeito da campanha política do ano passado, onde ele e sua turma de amigos fizeram campanha para a deputada federal Manuela D'ávila. O Rodrigo ficou impressionado com algumas histórias que o Pedro relatava, principalmente ligadas a organização e a lealdade dos seus amigos, durante a campanha. "Isso é amizade de vila, Rodrigo, é assim mesmo", observei para ele. Eu sei como é. Sou nascido e criado na Vila Itu, onde tenho um nicho de amizades muito forte. Um grande amigo e que não canso de dizer é o Chico, grande e leal companheiro, de uma índole fantástica, de uma perspicácia incomum. E que, não raras vezes, infuencia as minhas opiniões.


Lembrando da nossa ida à cachoeira: teve um momento em que eu estava na beira d'água e a Marcela instigou para eu pular na água fria. Só fiquei olhando, pensando se ia ou não ia. Então, ela cutucou o Chico. "Te atira aí, Chico", disse. O Chico me olhou e disse uma frase que muitas vezes dissemos um para o outro. "Se tu pular eu pulo junto". Eu olhei e dei risada. Era praticamente um lema da nossa turma. Se um vai, todos vão junto. Se um entra numa briga, todos entram também. Éramos (e ainda somos) um por todos e todos por um. Em seguida, o Chico diz "lembra aquela vez...". Claro que eu lembrei.


Certa vez, brincámos eu, o Chico, o Valber, o Rodrigo Pelincho, o Uno e o Juliano, num prédio em construção, próximo a Total. Adorávamos brincar em construções, pular na areia, se esconder, essas bobagens de piá. Do terceiro andar, o Rodrigo Pelincho olhava para o monte de areia lá embaixo. O Rodrigo sempre foi meio louco e todos sabíamos o que ele estava pensando. Ele só olhou para nós, fez uma boca torta e gritou "Qui-qui-bi-a-uh-uhhhhh". E pulou. Os outros, corremos todos para a sacada e olhamos o seu trajeto. Caiu tranquilo no monte de areia lá embaixo. Olhou para a gente e acenou com o braço, nos chamando para pular. "Venham, não dá nada". Um a um, fomos pulando. O Juliano, depois o Valber, que foi o primeiro a reclamar. "Bah, dói os pés". E, assim, ficamos por último o Chico e eu. O Chico era o mais mirradinho da turma, magrinho e dois anos mais novo. Eu estava pesando os prós e os contras. Confesso, por mais que os guris tenham se dado bem, eu analisava que a altura era considerável. E não seria difícil que eu errasse o trajeto e desse de cara num muro que tinha próximo. Imagina, pular do terceiro piso e dar de cara com um muro, não seria nada agradável. Além disso, havia a possibilidade de cair de mau jeito e se machucar para valer. Eu pensavava seriamente em não pular, mas se não o fizesse, teria recuado diante de um desafio. E o pior, um desafio que meus amigos tinham vencido. Fiquei uns instantes nessa indecisão e tinha praticamente me desligado do Chico, que me cutucou. "E aí, vamos pular?", disse. Vi que ele também estava um tanto com medo. "Chico, faz o seguinte. Eu acho que vou pular, mas não quero que tu faça isso. Se te acontecer qualquer coisa, a tua mãe vai ficar louca com a gente", expliquei para ele. "Então, vamos descer pela escada", o Chico ponderou. "Vai tu pela escada. Eu vou pular", ratifiquei. "Mas se tu pular, eu pulo", replicou. "Que saco, Chico. Tu não vai pular coisa nenhuma. Tu pode se machucar, piá. Te some lá para baixo", falei com autoridade. O Chico baixou a cabeça e saiu pela porta. Fiquei só eu naquela sacada. Nem pensei muito e saltei. Uns dois ou três segundos depois, sentia o impacto dos meus pés na areia. O Valber tinha razão, doia os pés. Em seguida, ouço um "bluft", atrás de mim. Era o Chico. "Eu disse que se tu pulasse eu ia pular junto"...

Contei esse episódio de nossa infância apenas para mostrar que nossos laços de amizade vem de muito tempo e, como diz o Chico, "um escora o outro". Minha infância foi, sem dúvida, abençoada por amizades verdadeiras. Por isso mesmo, não raras vezes o Chico me serve de guia, hoje na vida adulta, e diz "te cuida com isso ou com aquilo". E eu o ouço muito. Dia desses, conversávamos, o Chico e eu e ele disse para eu tomar cuidado com a política, com falsas amizades, com gente querendo me prejudicar e tal. Eu o ouvia atentamente. "Chico, se tu me disser para eu sair fora, eu saio, sem problemas. Não faço as coisas por vaidade e não tenho medo de recuar", falei. "Não é isso. Eu acredito em ti e sinto algo positivo em tuas decisões. Só esteja com os olhos abertos. Tem gente que trabalha pelas tuas costas", observou o Chicória. "Eu sei disso, Chico. Eu sei de tudo, faço de conta que não sei, mas eu sei e eu vejo. Esse é o jogo", disse, desdenhando o seu alerta. "Estou te falando o que eu sinto. Sempre quando eu precisei de ti, tu me ajudou e tu pode sempre contar comigo. Só o que eu te digo é para ti não confiar em quem tu não pode confiar e nem querer ajudar, quem só vai te usar. Comigo, tu sempre pode contar", disse o meu amigo. Realmente acredito que a política é uma ciência pelo bem coletivo, mas não teria o menor pudor de abandoná-la e fazer qualquer outra coisa, trabalho comunitário, o que seja. Podem até desdenhar e dar risada, não importa. O que importa é fazer o que nos deixe em paz com nosso coração, com nosso espírito.

Bom, é isso. O final de semana está chegando e tenho muita coisa para fazer antes disso. Vou colocar o meu coração em sintonia com o meu espírito, vou relaxar a mente, vou tratar de pensar nas pessoas que eu gosto e que gostam de mim. Vou buscar seguir o que eu acredito e não me importar com o resto. O Chico tem razão. Vou tratar de me recolher e só estar em consonância com o que seja positivo. As pessoas não nos conhecem, mas nos julgam. Não sabem de nossa índole, de nosso caráter. E, quando sabem, tratam de tirar proveito de alguma forma. O diacho é que eu sigo acreditando ser capaz de mudar o mundo, ser capaz de vencer esse tipo de coisa. O problema é que sou muito de querer combater fogo com fogo. Mas vou esquecer tudo isso, por enquanto. Não quero saber de nada disso. Nos próximos dias, só estarei junto dos amigos de verdade.

E, por ora, tratar de organizar junto com a Sandra Siqueira, a Mayara, o César, a Heloísa e outros amigos a I Feira da Arte Santiaguense, que ocorrerá no Ilha Bella Shopping Center nos dias 23 e 24.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Shopping Ilha Bella sediará a 1ª Feira da Arte de Santiaguense

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Nos dias 23 e 24 de novembro, Santiago irá respirar cultura através da 1ª Feira da Arte Santiaguense, que terá por local o Ilha Bella Shopping Center.. O evento reunirá todos os segmentos artísticos do município, com apresentações de teatro, dança, música, capoeira e exposições artísticas de artes plásticas, pintura, artesanato, fotografia, literatura e muito mais. Diversos nomes como Analise Severo, Lúcio Cadó, Diogo Bonato, banda B Jack, Lígia Rosso, Marcus Vinícius, Davi Dalenogare, Adriana Madrid, Cia Corpus e diversos outros já estão confirmados. A proposta do projeto é de valorizar os talentos de Santiago, criando uma vitrine principalmente para os artistas recentes e também ousar. Para a realização desse evento não será gasto nenhum real. “Tudo está sendo conquistado na base da parceria e da contribuição artística”, observa Mayara Oliveira, uma das organizadoras, integrante do movimento “Juventude com Atitude”. O evento também conta com o apoio do Departamento de Cultura da SMEC, do projeto “Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são?”, do curso de Letras da URI, RDA Comunicações, blog do jornalista Júlio Prates e Ilha Bella Shopping Center.

sábado, 10 de novembro de 2007

Amante à moda antiga...

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Numa bela manhã de domingo, estava conversando com um grande amigo. Grande, porque ele é alto, mas também porque é uma pessoa por quem tenho muito respeito e que há vários anos me dá muita força. Sempre de bem com a vida, às vezes cantando um tango do Gardel, noutras, lembrando das proezas dos tempos de guri. "Naquele tempo, para conquistar uma moça, era preciso fazer galanteios. Tu tinha que chegar e dizer alguma coisa bonita, do tipo: eis a rosa mais bela de um imenso jardim. Hoje, dão risada da tua cara se tu diz algo assim, mas naquela época, era desse jeito que se conseguia namorar", me disse esse amigo, lembrando do tempo em que namorava a sua esposa. "A gente já estava junto há cerca de uns dois meses. Num belo dia, resolvemos caminhar de mãos dadas, abraçados. Ao dobrar uma esquina, demos de cara com o pai dela. Minha nossa senhora, ele nos deu uma bronca tremenda por andarmos daquele jeito, que era falta de vergonha, que onde já se viu?", ria muito esse meu amigo ao lembrar desse episódio. "Mas era uma época bonita, de muito respeito. Depois disso, nós noivamos. Eu assumi o compromisso com ela e que mantenho até hoje", confirmou e abriu mais um parêntese. "Hoje em dia...", ele não precisou dizer mais nada. Esse meu amigo é daqueles amantes à moda antiga, do tempo que ainda se mandava flores. E é um dos melhores fotógrafos não de Santiago, não do Rio Grande, mas sim, do Brasil. Seu trabalho fotográfico de aves e plantas é digno de figurar nas melhores galerias e publicações do gênero. Falo de Ovídio Fiorenza, esposo da dona Jane e pai de um outro grande amigo meu, o Marcos Fiorenza. Como fotógrafo e como pessoa, o seu Ovídio é um grande exemplo para mim...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

500 por hora

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Sabe o que é escrever a 500 por hora? É ir traçando linhas a respeito do que vem a cabeça. E, quando faço isso, sequer reviso o que escrevo. Aliás, raramente reviso. E escrevo rápido. Estou no shopping, na Lan House da Eloí. Outro dia estive aqui, quando a Victória estava cuidando dos computadores. Gosto de conversar com ela. É uma guria muito legal, inteligente, culta, gosta de ler e odeia que a gente pronuncie errado "Harry Potter". Não que eu pronuncie errado, mas um dia pronunciei, para falar a respeito do livro para outra pessoa e não quis forçar a língua para dizer "Réuri Pôtder" e acabei falando "Réri Póter". A Victória me olhou com desprezo. Ela tem todos os livros do Harry Potter (leia-se Réuri Pôtder). Hmmm. É a quarta vez que toca a música "Glória" aqui na Lan. Vou trazer uns CDs para o pessoal. "Glória" é extremamente anos 80. Bem discoteca. Lembrei do Sidi. Ele que me conta que muito dançou essa música nas danceterias. Eu não danço. Eu não sei dançar. Às vezes até que gostaria de aprender, mas falta incentivo. Se bem que gostaria de saber dançar algumas coisas mais românticas, sei lá.
Deixa eu ver, a Luana me contou que esteve lá na URI levando o trabalho literário dela para a Rosane Vontobel. Muito bom. Ela também me contou que o Oracy a presenteou com alguns livros. Legal. A guria é boa mesmo, tem futuro na literatura. E pensar que há pouco, ela escrevia e apenas guardava para ela, quando não rasgava os seus textos. Outra pessoa que escreve muito bem e que eu gosto muito é a minha querida amiga Juliana. Putz, fiquei de passar lá na loja e visitar ela. Sempre que me ensaio para fazer isso, acaba acontecendo alguma coisa. Tenho que escrever com caneta vermelha nos meus dedos. "Visitar a Juliana". Gosto muito dela. Ela me faz sentir bem, tem um olhar forte, é uma boa amiga, ser humano de muita força e valor. Hoje conversei com o Batista. Fazia horas que a gente não sentava para conversar. Depois chegou a Aritana lá e ficamos jogando conversa fora um tempo. Foi ótimo. Isso me lembrou outro dia que o Valber esteve aí, visitando Santiago. O Valber é um grande amigo. Amigo de infância, faz aniversário no dia 25 de dezembro. Coitado. Sempre ganha um só presente por ano, de aniversário e Natal juntos. Bem, outro dia ele esteve aí e tratei de ligar para o Chico, que veio se quebrando de bicicleta para ver o Valber. E ali estávamos nós, os três, conversando juntos, depois de muito tempo. A última vez foi há uns quatro anos, numa lancheria. Claro que nos encontramos outras vezes para jogar futebol, mas não conta. Interessante nossos papos. Nós, jovens, lembrando do tempo de antigamente, quando éramos crianças e brincámos pelos pátios de nossas casaas. Invariávelmente, sendo corridos de uma casa para outra (nossos pais e avós tinham o hábito de sestear e nós de aprontar). Roubávamos fruta dos pátios, milho das lavouras, éramos os terrores da vizinhança. Aos finais de semana vendíamos picolé. Nada a ver ficar lembrando disso. E tudo o ver. Nossa amizade não se importa com distâncias. Somos amigos para o que der e vier, em qualquer lugar. Aliás, tenho muitas amizades assim.
Outro dia, conversando com o Rodrigo Vontobel, ela lamentava que muitos amigos acabavam traindo da confiança dele. E eu o disse que tinha dificuldades para entender isso, pois vinha de uma turma de amigos que dão a vida um pelo outro. Que davam voadeiras em quem se metesse com qualquer um de nós. E se brigávamos, era de um arrebentar a cara do outro e, em seguida, se ajudar para qualquer coisa. Nossa amizade é assim. O Chico é um amigo extremamente fiel que tenho. Como se eu já não soubesse disso. Se bem que, às vezes, é preciso ouvir, para saber o quanto ele é importante para mim. Outro dia quebrei meu telefone, mas troquei o aparelho. O número é o mesmo, mas perdi os contatos de quase 200 pessoas que tinha no meu aparelho. Saco. Vou ter de começar tudo de novo, veja só..
Bom, cansei de escrever. Não tenho nada para dizer, nada para pensar....

sábado, 3 de novembro de 2007

Dezoito pedaços de pizza...

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Foi o que aguentamos comer, o Cristiano e eu, numa acirradíssima disputa que não teve campeão. E, sim, um empate. O local dessa batalha épica foi a pizzaria Convexo. Estávamos lá e decidimos a disputar para ver quem comia mais (coisa de quem não tem o que fazer num feriado...). O XXXX iniciou antes do gongo soar, pois chegou primeiro que nós e alegou que tinha comido já vários pedaços. Como não havia provas de quantos pedaços havia comido (pois tinha consumido com as evidências), resolvemos que ele não participaria de nosso embate. Seria, sim, o árbitro. Começamos a comer lá pelas 10h da noite. Já tinha passado da meia-noite e ainda estávamos comendo. Cada qual, tentando fazer com que o outro desistisse, contando algumas bravatas. Eu comecei. "Uma vez, na Pizzaiolo, lá em Santo Ângelo, comi vinte pedaços de pizza. A cada dois minutos tinha pizza no meu prato. Baita atendimento", comentei. "Lá em Porto Alegre, numa pizzaria entre a Mauá e a Júlio de Castilhos, comi 32 pedaços", disse o Cristiano. Já o Chiquinho não precisou comentar nada. O Cris e eu sabíamos que ele era um grande esfomeado e era bem capaz de nos ganhar naquela noite (eu costumo o comparar com aqueles bichinhos que existem embaixo da pia da família Dinossauros, prontos a devorar toda a sobra de comida que a Fran ou o Dino lhes joguem. Rahr, rahr, rahr...). Pois bem, a disputa foi longa e o garçon já nem aguentava mais levar pizza para a nossa mesa: portuguesa, quatro queijos, universitária, califórnia etc. Lá pelas tantas, o Chico começou a se render, recusando alguns pedaços de pizza de chocolate, pois não tinha gostado do sabor. Ali, comecei a ver que havia esperança de ganhar. "O Chico recusando comida?". Depois de algumas rodadas, outra recusa. O Cristiano e eu estávamos empatados e o Chico garganteava dizendo que era por causa da cerveja que tomava. "Quando vocês pararem de comer, ainda vou comer mais três pedaços além, nem que eu vá daqui direto para o banheiro", disse o Chico. Nós sabíamos que ele era bem capaz disso. Mas o destino interviu. O garçon nos serviu uma pizza de atum e anunciou que, em seguida, traria a última rodada. "É de chocolate. Querem?". O Chico não quis. E assim, o Cristiano e eu empatamos. Fomos os esfomeados da noite. Olha só na foto a nossa animação em comer tanta pizza...

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

:)

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L,

Feliz Aniversário!


-M

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O vendedor de sonhos

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Era um homem bem vivido, de cabelos de prata. Aliás, esse era o seu apelido: "cabelo-de-prata". No entanto, era mais conhecido por seu ofício de vendedor de sonhos, deliciosos sonhos, irresistíveis sonhos. Dos quais, só ele tinha a receita. Nenhum sonho se igualava aos dele, vendidos numa carrocinha ambulante, extremamente saborosos. Lá vinha o vendedor de sonhos. As crianças devoravam despreocupadas de etiqueta e os adultos não resistiam a vondade de provar, ainda que receosos de lambuzarem-se. E ele vendia os seus sonhos. Os quais, além de massa, doce de leite e açúcar eram permeados de uma estranha magia. Uma mistura de idealismo, amor e perseverança.Quem provava daqueles sonhos via-se envolvido, extasiado com uma sensação de poder.


De poder fazer algo, de poder contribuir, de poder somar, de poder realizar. Sentia-se grandioso, irmão das estrelas, galáxias e constelações. Também sentia-se em sintonia com as particulas atômicas de uma pétala dourada num imenso jardim. Via-se em consonância com as formigas ou com as aves livres no céu. Na esquina, o vendedor oferecia os seus sonhos. A cada mordida, a possibilidade de mudar o mundo. Em cada grão de açúcar, um segredo do universo. Não se sabe se os sonhos teriam perdido o gosto ou se os clientes tenham perdido o desejo. Hoje é mais difícil de provar daqueles sonhos, o vendedor sumiu. Ele e suas frases enigmáticas ao anunciar seus produtos pela vizinhança: "Sonhos. Sonhos transformam o mundo"; "A grandiosidade de um homem pode ser medida por seus sonhos"; "Sonhos, dão sabor à vida", ele dizia, enquanto apertava uma buzina...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

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Legal!! Nem terminou o ano de 2007 e eu já tenho uma agenda de 2008. Ganhei da irmã Gecy, da escola Medianeira. Uma linda, informativa e útil agenda que, certamente, irá me acompanhar pelos próximos meses. Agradeço pelo presente de todo o meu coração.
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Também fiquei muito contente com um pingente que ganhei da minha amiga Lígia Rosso, onde está escrita a palavra "Paz". Já estou usando o pingente. Achei 10. Tinha que ser coisa da Lígia...
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Tive a satisfação de ter visitado a escola Medianeira na tarde chuvosa desta terça-feira, à convite da Lígia, para fazer uma pequena palestra para os seus alunos da 5ª. Éramos eu e o vereador Nelson Abreu, autor da lei que institui o slogan de "Santiago-Terra dos Poetas". O Nelson falou primeiro, a respeito da importância desse slongan, visto que em nossa cidade existem muitos escritores, talentos locais e citou alguns, como Caio Fernando Abreu. Falou a respeito de cultura e educação e incentivou os jovens a lerem. Ao final, declarou-se emocionado em estar ali, em meio aos estudantes.
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E, sem dúvida, o referido projeto ganhará fronteiras. Principalmente, após o projeto "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são?", do curso de Letras da URI, ter abraçado o slogan e desenvolvido o seu maravilhoso projeto cultural....
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"Essa é a primeira vez, desde que foi aprovada a lei da "Terra dos Poetas" há cerca de oito anos, que tenho a oportunidade de falar em público sobre ela e explicar os motivos que me levaram a criá-la. É a primeira vez que alguém me pede para palestrar sobre isso", disse Nelson Abreu, agradecendo para a professora Lígia Rosso pela oportunidade.
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Já eu, fui questionado sobre o meu trabalho como colunista do jornal Expresso Ilustrado, a importância da leitura e da escrita e, enfim, sobre o meu trabalho e minha trajetória de vida. Em determinado momento, lembrei que lá pelos 10 anos eu vendia picolé. Ao final da palestra, um aluno quis saber detalhes sobre isso. Contei que vendi picole, sorvete, sanduíche, fui office-boy, enfim, desde pequeno sempre trabalhei. Detalhe: quase todo o dinheiro que ganhava era gasto para comprar livros ou revistas em quadrinhos, além de calçados e roupas...
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Quando Caio Fernando Abreu ganhará uma homenagem de maior vulto em Santiago? O seu nome em uma praça, em uma avenida, uma biblioteca ou um Auditório Cultural? Por enquanto, só há a foto na galeria de escritores do Centro Cultural e o troféu Caio Fernando Abreu, autoria do vereador Nelson.
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Inauguração do prédio novo da Câmara Municipal de Vereadores ocorerá no dia 30 de novembro. O presidente Diniz Cogo já convidou e teve confirmadas presença de diversas autoridades municipais e estaduais. Deputados do PMDB virão participar do evento.
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Juventude do PMDB está cheia de projetos. E está trabalhando neles.
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Agradeço pelos e-mails recebidos. Teve gente preocupada com a minha unha quebrada em função do meu jogo de futebol do último domingo. Que dó...
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Vocês viram o cartaz do segundo filme do Batman na postagem anterior? Muito massa. Estou louco para assistir. Estréia no ano que vem...
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Vem aí a 1ª Feira da Arte Santiaguense- Ilha Bella Shopping Center. Um evento que reunirá todos os segmentos culturais e artísticos de nossa cidade. Será uma verdadeira vitrine dos talentos da terra dos poetas. Um evento que vai dar o que falar, reunindo centenas de pessoas, dezenas de expositores e gastando nenhum real em sua estruturação. Isso é possível? Aguarde e confie...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

The Dark Knight

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Um cartaz apócrifo de Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) está na rede. O suposto teaser poster do filme apareceu no site Deviousnoise e mostra o Morcego - e seus morceguinhos - encarando uma carta do Coringa. Acima do título, a frase "Quando a escuridão cai, o cavaleiro ergue-se".
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O meu amigo Rodrigo Vontobel ficou muito contente com a publicação a respeito dele, feita no último final de semana pelo jornal Expresso Ilustrado. Nas entrelinhas, ele mostra a sua satisfação com o jornal, em função da imparcialidade ao noticiar quaisquer fatos. Em especial, a respeito de um aponte feito pelo Tribunal de Contas do Estado a respeito da contratação dele como Procurador Jurídico da Câmara. Acesse o blog do meu amigo Rodrigo, pelo endereço http://www.rodrigovontobel.blogspot.com/

domingo, 28 de outubro de 2007

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Então, tá. Sexta-feira, nossa turma vai ir lá na Convexo comer umas pizzas...

Marquei cinco gols

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Quebrei uma unha de um dedo do pé esquerdo jogando futsal. Mas não dá nada. Pelo menos, marque cinco gols e dei passe para mais dois. No total, fizemos dez gols. Não deu para comemorar muito, pois empatamos com o outro time. Saímos no prejuízo e começamos a nos recuperar. No início, fiquei jogando atrás, na zaga. Mas sou desastroso na zaga. Não sei desarmar, não enfio a cabeça na bola, pois erro. Me atrapalho. Odeio jogar na zaga. Pior ainda se jogar como goleiro. É frango atrás de frango. Lá pelas tantas, o Divaldo deu a dica, sabendo que o meu forte é jogar na frente. Trocamos de lugar e fui para a frente. Aí, começamos a marcar. Cinco gols meus, três do Chico e dois do Divaldo. O outro time era muito entrosado, mas conseguimos equilibrar a partida. Fui o artilheiro e uns jogadores novos ficaram surpresos com meu desempenho futebolístico. Hoje, de fato, me baixou o espírito do Garrincha, acredite se quiser. No entanto, tenho uma explicação para o meu desempenho no placar: jogo mal que é um peixe, no entanto, o meu forte é que eu tenho mira. Consigo chutar em direção ao gol com facilidade. Quando não vai na rede ou vai na trave ou vai na mão do goleiro. Para fora, é difícil eu mandar. Legal, cara. Odeio assistir jogos de futebol, mas gosto de jogar. Só para suar e me exercitar. O jogo foi ótimo e domingo que vem, tem mais. Quem quiser ir lá nos assistir, fique à vontade. Viva o Chicão por ter construído o ginásio da Belizário.
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Tinha planejado caminhar no asfalto nesse domingo. Ia sair lá para os lados da AABB, entrar por uma estradinha de terra que vai até os trilhos. E, de lá, caminhar uns cinco quilômetros de estrada de ferro e ir até o cachoeirão, onde eu e minha turma muito tomávamos banho aos finais de semana. Ia fazer isso, mas não deu. Dei uma voltinha pela cidade e fui parar lá na casa da Marcela Lima, onde conversamos um monte, matamos as saudades, tomamos chimarrão e combinamos uma janta. Adoro a Marcela, é uma amiga sincera que diz o que pensa, critica na hora, não esconde o que não gosta, mas também não fala pelas costas. A Marcela é 10!.
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Olha só a coincidência. Na hora em que cheguei na casa da Marcela, ela estava ouvindo o DVD da Shakira. Parecia que estava me esperando, porque eu sou fanzaço da Shakira. Aliás, talvez seja uma doença contagiosa, pois passei isso para muitos amigos. Ela, inclusive.
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Coisa boa: ficamos ali, sentados na grama, sob a sombra e comendo pitangas. Na nossa pauta de conversas, comentamos sobre nossos amigos: o Cristiano, que assumiu suas funções na agência do Banco do Brasil, em São Borja, e o Divaldo, que quer marcar uma ida na pizzaria Convexo. (Em tempo: a Marcela trabalha na Pizzaria Ponto X). Ela me questionou: por que não lá no Ponto X? Que guriazinha. Nem no dia de folga dela, não desgruda do Ponto X...
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Sobre o Divaldo. Logo mais à noite, vamos jogar futebol. Eu, ele, o Chico e mais uma galera. Lá no Ginásio da Belizário. Esse é o nosso programa quase que todos os domingos. Quem queira ir lá está convidado. Eu até faço gol...
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Na última sexta-feira, a Mayara e eu passamos a tarde em função de nosso projeto, que vamos desenvolver agora no mês de novembro e que, temos certeza, vai bombar. Na esteira desse, tem outros. Nenhum deles envolve dinheiro. O que é melhor ainda. Somos ousados...
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Certo dia, o prefeito Ivo Patias de Jaguari me saiu com uma frase que achei 10. Ele disse assim: "À força, não quero ir nem no pro céu. Por bem, me levam até para o inferno". Achei muito interessante essa filosofia do prefeito jaguariense, o que transparece um pouco do seu caráter de homem público responsável e honesto. É uma filosofia que passei a adotar...
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Não sou de ala nenhuma. Sou é de Alah.
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Recebi um convite para ser "cortador de pedra". Me senti honrado com a lembrança de meu nome, mas não irei aceitar o convite. Sou seguidor do Cristianismo Primitivo...
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Vou assistir Heroes mais tarde. Segunda temporada.
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Falando em Heroes, o Bactéria está gravando para mim. Ia pedir para o Raisson, mas o Bac gentilmente se ofereceu. E ele está adorando a série...
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Detesto tomar coca-cola sem gás. Mas melhor tomar isso do que Pepsi.
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Eheheheh. Tinha gente que me debochava por eu só tomar leite de vaca. Costumo comprar aquelas garrafas pet com dois litro de leite. Com essa história das caixinhas com soda caustica e água oxigenada é que não compro leite de caixa mesmo...
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sábado, 27 de outubro de 2007

Tatiana Vier ganha primeiro lugar no Concurso Literário "Mário Quintana"

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Uma ótima notícia para Santiago. A multitalentosa jornalista Tatiana Vier conquistou o primeiro lugar no Concurso Literário Mário Quintana, com a crônica "Lição Cutânea". O concurso contou com trabalhos de escritores de todo o Estado e quem levou a melhor foi a Tati, que é a jornalista do Centro Empresarial de Santiago e correspondente da Rede Vida de Televisão. Além de Crônicas, o Concurso também tinha premiação para as categorias de Conto, Poesia e Fotografia. De minha parte, fiquei muito feliz com essa notícia, pois a Tati é uma amiga que aprendi a conhecer e admirar pelo seu talento, suas idéias e seu dinamismo. A premiação do concurso ocorreu ontem, no "Café da Oca", em Porto Alegre. Parabéns, Tatiana!!!

Pato Donald dança "La Tortura", de Shakira

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O Pato Donald dança a música "La Tortura", de Shakira, com uma bailarina. Um sarro!

Pato Donald canta "My Heart Will Go On"

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Um vídeo antológicio e raro. Pato Donald canta a canção-tema do filme "Titanic". É de rolar de rir...

Reportagem sobre a Terra dos Poetas

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Para quem não viu, eis uma belíssima reportagem produzida pelo Jornal do Almoço, da RBS TV, sobre o projeto "Santiago do Boqueirão, seus Poetas quem são?". Vale a pena assistir...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Para quem quiser saber...

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Ok. Não tenho atualizado muito o meu blog, eu sei disso. Também não estou nem um pouco me importando em perder a audiência desse espaço. Prefiro escrever meus contos, minhas crônicas, postar meus vídeos e escrever algumas bobagens

O Velho Pai

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Parado em frente a janela de sua Seu rancho, o Velho observa o crepúsculo, enquanto saboreia uma caneca fumegante de café. Lá fora, o sol começa a ganhar intensidade afugentando a brisa que acompanhou a madrugada. A luminosidade resplandece no grande lago. Já as nuvens, mais parecem algodão-doce passeando por um céu absolutamente azul. As árvores se agitam timidamente, resquícios da brisa retirante, como que rendendo mesuras ao astro-rei. O Velho, claro, perdeu as contas de quantas alvoradas já vislumbrou. Mesmo assim, não deixa de se emocionar com o nascer de mais um dia. Um lindo dia. Não importaria se, no céu, despontassem nuvens negras, bradando trovoadas e fazendo cair uma chuva torrencial. Seria mais uma demonstração perfeita e funcional dos ciclos da natureza. O Velho está só e, como em todo amanhecer, Seus primeiros pensamentos se voltam para os filhos. Eles estão longe, absortos em suas histórias, seus objetivos, suas convicções. Deram o seu grito de liberdade (sem saber que estavam se emaranhando ainda mais nas ilusões da vida) e partiram para concretizar os seus sonhos. São capazes de passar dias sem dedicar um segundo de seus pensamentos para a figura do Velho e solitário Pai. Ele, ao contrário, não deixa de pensar nos rebentos que, mesmo em meio a multidões, se sentem sozinhos e desamparados.
O Velho vai até a varanda e senta em Sua cadeira de balançar, enquanto ajeita o fumo no interior de seu cachimbo. Ele se põe a fumar e a brincar com a fumaça, ao mesmo tempo em que alisa a sua barba.
Os anéis de fumaça soltos no ar parecem lhe trazer reminiscências de muito tempo. O Velho lembra de cada segundo de sua existência, de coisas tão remotas, que dão a impressão de que o que vivenciou era como filmes do cinema mudo. Outras, mais remotas ainda, surgem na memória como se fossem antigas fotos em preto e branco. O velho sente saudades. Dos filhos, claro. Por vezes, ao olhar através da vidraça da vida pensa que poderia ter feito diferente, que pode ter errado em alguma parte de sua Obra e que se houvesse se detido em um ou outro detalhe, hoje teria os filhos mais próximos. Um pensamento fugaz que Ele logo trata de afugentar. O que está feito não deve ser mudado. Ele lhes deu o pleno direito de escolherem os seus caminhos.
As horas passam rapidamente, enquanto o Velho divaga sobre a existência e não percebe quando é tomado pelo sono. Mesmo Ele, do alto de sua sabedoria, preserva a Sua capacidade de sonhar. E, em Seus sonhos, não contém a felicidade de recepcionar um a um dos Seus filhos, batendo a porta do Velho Pai e fazendo de sua casa o seu lar, o lar que é de muitas moradas.
Quisera Ele que esse sonho se tornasse real e que Seus filhos lembrassem que tudo o que o Velho Pai fez foi em nome do Amor. Que a eles dedicou toda a Sua Obra. E que eles também tomassem esse exemplo e não tivessem medo de amar ou deixassem de não querer amar. O Velho Pai sorri na cadeira de balanço e anseia pelo momento em que abraçará cada um de Seus filhos, revendo a imagem e semelhança que há milhares de Eras ele criou.

Piez Descalços

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Você pertence a uma raça antiga
De pés descalços
E de sonhos brancos
Foi poeira e a poeira volta
O ferro exposto ao calor é brando

Você mordeu a maçã
E renunciou ao paraíso
E condenou a tal serpente
Isso é o que você quiz

Por milênios e milênios
Vem correndo pelo mundo
Enfrentando dinossauros
Sem um teto e sem escudo

E agora está aqui
Querendo ser feliz
Chorando como um menino
O seu destino

Você pertence a uma raça antiga
De pés descalços
E de sonhos brancos
Foi poeira e a poeira volta
O ferro exposto ao calor é brando

Construiu un mundo exato
Acabado e perfeito
Cada coisa calculada
No espaço e no tempo
Eu que sou um caos completo
Uma entrada uma saída
Uma regra e uma medida
São conceitos que não entendo

E agora está aqui
Querendo ser feliz
Chorando como um menino
O seu destino

Você pertence a uma raça antiga
De pés descalços
E de sonhos brancos
Foi poeira e a poeira volta
O ferro exposto ao calor é brando

Você pertence a uma raça antiga
De pés descalços
E de sonhos brancos
Foi poeira e a poeira volta
O ferro exposto ao calor é brando

Saudar o vizinho
Acordar uma hora
Trabalhar cada dia
Para viver a vida
Contestar mais aquilo
E sentir menos isto
E que Deus nos ampare
Desses maus pensamentos

Cumprir com as tarefas
Freqüentar o colégio
Que diria a família
Se fosse um fracassado?

Calce sempre sapatos
Sem barulho na mesa
Só com meias palavras e
Gravata nas festas

As mulheres se casam
Sempre antes dos trinta
Se acreditam que é pouco
E ainda assim não te aceitam
No baile dos quinze anos

Não deixe de comprar
Uma fina champanha
E uma valsa dançar
E uma valsa dançar

The One, Shakira

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Então eu encontrei a razão
Para depilar minhas pernas
Toda santa manhã
Então eu conto com alguém
Pra me levar ao baile nas sextas de noite
E daí à igreja no Domingo (casamento)
Para fazer mais planos
E algum dia pensar em filhos
Ou talvez só guardar um pouco de grana

Refrão:
Você é o único que eu preciso
O caminho pra voltar para casa é sempre longo
Mas se você estiver junto e mim eu agüento
Você é o único que eu preciso
A minha vida de verdade
Começou apenas agora
Porque não há nada mais bonito
Que o seu sorriso feito de sol

Em um mundo cheio de estranhos
Você é o único que eu conheço.

Então eu aprendi a cozinhar
E finalmente perdi meu medo da cozinha
E eu tenho os braços para me confortar
Quando há um fantasma ou uma nova idéia
Que me tragam insônia;
Comprar mais fitas
E compor mais canções felizes
Isso sempre requer uma ajudinha de "alguém"

Você é o único que eu preciso
O caminho de volta para casa é sempre longo
Mas se você estiver junto a mim eu agüento
Você é o único que eu preciso
A minha vida de verdade
Começou apenas agora
Porque não há nada mais bonito
Que o seu sorriso feito de sol

Você é o único que eu preciso
O caminho de volta para casa é sempre longo
Mas se você estiver junto a mim eu agüento
Você é o único que eu preciso
A minha vida de verdade
Começou apenas agora
Porque não há nada mais bonito
Que o seu sorriso feito de sol

(Você é o único que eu preciso)
(Você é o único que eu preciso)
Com você minha vida de verdade só começou
(Você é o único que eu preciso)
(Você é o único que eu preciso)
Nada como seu sorriso feito de sol

Nada como seu amor
Nada como seu amor
Ahh ahhh
Nada como seu amor

Avril Lavigne - My Happy Ending

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A minha querida Avril, nos bons tempos do disco Under My Skin, quando ela era uma Bad Girl e lembro que a Rebeca e eu conversamos muito sobre o som da Avril, que tanto eu quanto e ela curtíamos. Em seu novo disco, Girlfriend, ela parece ter ficado um pouco Patricinha. A Rebeca deixou de gostar. Eu comprei o CD..

Tu....

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Marcela Mosqueda interpreta "Tu", de Shakira

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sonata ao Luar

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A vizinhança toda espiava pelas frestas. Alguns, passavam diversas vezes em frente a casa. Outros, mais ousados, estavam próximos ouvindo a conversa. E, alguns poucos, legítimamente estavam preocupados com o destino daquele jovem viúvo. Sua irmã amparava a filha dele, Thaís, de apenas oito anos, que chorava a ausência do pai. A tia a consolava com "shsss" e "está tudo bem". Não. A menina sabia que não estava tudo bem. E chorava a doída ausência do pai, sentindo-se sozinha, sentindo-se culpada. Mesmo sem ter culpa de nada. Um policial surge do quarto de Thaís com uma caixinha de música nas mãos. "Encontrei algo", ele diz, abrindo a caixinha, fazendo com que o som de "Sonata ao Luar" invada o ambiente, ao mesmo tempo que uma delicada bailarina de plástico dança ao redor de si mesma. Na tampa, uma carta grudada com duréx, dobrada e com um nome escrito com caneta colorida. "Thaís", sendo que o desenho de uma flor ocupava o lugar do pingo no "i". Sua irmã suspira.
- Uma carta de despedida? Ele se suicidou mesmo?
Ela desabafa, ignorando por um instante -e se arrependendo em seguida- a presença de Thaís. A menina corre para pegar a carta, mas o policial intervém.
- É uma evidência. Vamos analisar primeiro.
Um dos vizinhos que sai da casa logo conta para outro.
- Ele se matou. Deixou uma carta de despedida para a filha...
Logo, a história era repetida. Pobre rapaz, viúvo há poucas semanas, não tinha aguentado o peso sob seus ombros e, covarde, largou a filha à própria sorte, tornando-se órfã em poucos dias. A madrinha da menina tenta lhe dar algum calmante. Ela rejeita.
- Quero ler a carta. Ela é minha
Diz afrontando o policial. Seu superior consente com a cabeça. Thaís abre a carta que, em cujo interior, encontrava-se acomodada as alianças de seu pai e de sua mãe. Sua tia começa a chorar, imaginando o pior. Com sua voz de anjo, a menina começa a ler.

"Thaís, eu te amo, minha filha. Quero que saiba disso, em primeiro lugar. E, sim, sou um covarde. Os últimos dias foram piores do que imaginei que seriam. Eu achei que estava preparado para eles, mas foram mais pesados do que qualquer fardo que eu jamais suportei. Sua mãe foi a mulher da minha vida e perdê-la foi como perder a minha própria vida. Não posso olhar para o seu lugar na mesa, seu travesseiro, sua parte no guarda-roupa, seus shampoos. Tudo que era tão simples e tão singular, hoje se tornou algo doloroso. O cheiro dela nas suas roupas é torturante. Desculpe, minha filha, eu chorei tanto durante esses meses. Achei que tinha chorado tudo, que as lágrimas cessariam e que seria capaz de me reconstruir. Mas não dá. Achei que o pior dia da minha vida tinha sido aquele, em que os médicos disseram que ela teria apenas seis meses de vida. Desde aquele dia, cada dia era menos um dia ao lado dela. E eu comecei a pensar em coisas que jamais quis pensar. Planejar como seria o seu velório, o seu enterro, que pessoas compareceriam. Sua mãe, na maioria das vezes, estava resignada, forte e isso me destruia porque eu só sabia chorar, cada vez que ela me olhava com aqueles seus olhos meigos e cheios de amor. Mas tinha vezes em que ela acordava chorando, aninhada em meus braços, dizendo que não queria morrer. E eu ali incapaz de qualquer coisa a não ser chorar junto e me prender a cada som de sua respiração, contar cada batida do seu coração, gravar a textura de sua pele na ponta de meus dedos. Mas quando amanhecia, lá estava ela, sorrindo para mim. Sorrindo para você. Lembro as vezes em que ela telefonava para alguém, pedindo desculpas por alguma coisa que tenha ocorrido no passado. Coisas bobas. Ela chegou a ligar para colegas de aula de muito tempo, desculpando-se por coisas de criança. Sua mãe dizia que não queria deixar nada pendente e que era agradecida por todos que tinham feito parte de sua vida e que todos tinham sido importantes para ela. Sua mãe era assim: só amor. Essa caixinha de jóias foi o primeiro presente que eu dei a ela e ela tem um grande significado para a nossa história. Por isso, deixei essa carta aqui, me despedindo de você, me despedindo de todo o resto, porque não consigo aguentar mais a ausência dela. Sei que você ficará bem com sua tia. Preciso de um tempo para pensar. Papai te ama".

Ela termina de ler, chorando. Olha para a sua tia, também com os olhos em lágrimas.
- Eu quero o meu pai
Thaís, joga-se nos braços da tia. Os policiais comentam entre si.
- Infelizmente, parece que o sumiço dele pode indicar isso: suicídio. Resta descobrir onde está o corpo.
O delegado começa a dar orientações de diligências a serem feitas, contatos a serem estabelecidos. O murmurinho dos vizinhos aumenta. Thaís limpa as lágrimas e abre a caixinha de música para depositar as alianças. Todos silenciam e, em meio a esse silêncio, a pequena multidão vai abrindo espaço para alguém que entrava na casa: o pai de Thaís. Ao vê-lo, ela larga a caixa em cima do sofá e corre para abraçá-lo, chorando muito.
- Me perdoe, meu anjo. Papai teve um instante de covardia. Mas já passou. Me perdõe por isso. Eu te amo muito, muito, muito. E você é a prova vida de nosso amor, meu e de sua mãe. Me perdoe por ter esquecido disso e feito o seu coraçãozinho doer mais uma vez. Eu te amo...
A menina abraça o pai com toda a força, ao mesmo tempo em que a bailarina dança ao redor dela mesma ao som de "Sonata ao Luar"...

Marcela Mosqueda

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Uma belíssima interpretação de Marcela Mosqueda, com a música "Si tu no estas aqui", de Rosana. Vale a pena assistir...

Um blog para o Caio...

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Vasculhando a internet atrás de textos do melhor escritor nascido em Santiago, o Caio Fernando Abreu, encontrei esse maravilhoso blog, intitulado "Caio Fernando Abreu- Sem Amor, Só a Loucura" criado pela Lu e pela Carla, duas grandes admiradoras da obra do Caio. O blog apresenta textos de várias obras do autor. Vale a pena conhecer, desvendar, ler, acessar. Um belíssimo e delicado registro. Acesse http://semamorsoaloucura.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Se tu no estás aqui...

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Sábado, após reunião com a Maiara, o César e a galera da juventude recebi o afável convite do Froilan Oliveira para participar da janta do troféu Premium, organizado pela empresa Estillus, especializada em organização de festas e eventos. O convite do Froilan, aliás, foi uma confirmação de um convite anterior feito por sua esposa, Gislaine, durante a ExpoSantiago. O evento estava legal, bem organizado, de bom gosto. Gostei da recepção, do saboroso buffet, um ambiente descontraído, enfim. Teve uma apresentação da amiga Lígia Rosso e de sua aluna Dieniffer Souza e, depois, a entrega dos troféu. Mais tarde, apresentação da maravilhosa Analise Severo e do talentoso Diogo Bonato. Aproveitei a noite para conversar com alguns amigos, como o Júlio Prates e a Eliziane, o Sadi e o Claudinho Gioda, o Alan de Sá, a Nara Belmonte, o Diniz Cogo, o Diego e, claro, o Froilan. Parabéns a Gislaine pelo evento.
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Deixa eu ver, só para deixar registrado: durante a festa, o locutor Éden de Paula fez uma menção A Analise, se referindo a ela como "futura vereadora". Realmente, a Analise é uma das apostas do PMDB de Santiago e, acredita-se, pode ser um fenômeno de votos.
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Assisti ao filme "Tropa de Elite". Não foi no cinema. Foi piratão mesmo. Um amigo me emprestou e assisti ao filme. Ah, estou fazendo apologia a pirataria, alguém deve me dizer. Aí eu respondo o seguinte: "O Lula assistiu 2 filhos de Francisco confortávelmente em seu avião, quando o filme ainda estava nos cinemas" e ainda contou para todo o Brasil. Que deslize. Ehehehe.
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Não dá nada.
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Sobre o filme, abre uma importante discussão sobre a crescente violência urbana e mostra a realidade do "Batalhão de Operações Especiais" do Rio de Janeiro, o Bope, um esquadrão especializado em subir as favelas e meter bala na bandidagem.
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"Dadinho o caralho, o meu nome é Zé Pequeno", frase célebre do bandidão do filme "Cidade de Deus".
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Tropa de Elite parece ser ambientada no mesmo universo. Parece que a qualquer momento, podem aparecer personagens do filme de Fernando Meirelles (Cidade de Deus...)
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Uh. Não comentei aqui sobre o Santiago Encena. Estive viajando aquase que toda a semana passada e só pude assistir a primeira noite do Santiago Encena e devo dizer que foi 10 em termos de organização. Hoje encontrei a Denise Cardoso, secretária de Educação do município e ela me disse que também esteve fora, mas me garantiu que a qualidade do festival foi equivalente a da noite de abertura. Legal. Méritos da SMEC e do meu padrinho Noé Machado.
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O mesmo que, vez por outra, me chama de "filho ingrato". Somos grandes amigos.
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Ah, tem mais um xingamento no repertório do Noé. Ele me chamou de "Rainha do Baile"..
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Isso porque ele tinha me convidado para fazer uma leitura interpretativa de uma crônica do Caio Fernando Abreu na abertura do Santiago Encena, chamada "A Raiz no Pampa". Com a máxima satisfação atendi ao pedido do Noé. No entanto, aproveitei as luzes da ribalta, após o monólogo e lasquei um pequeno discurso:
"Caio Fernando Abreu foi, sem dúvida, o maior escritor já nascido neste solo santiaguense. E, sem dúvida, uma das pessoas que mais lutou para ver a sua obra valorizada na terra-natal de Caio, foi uma grande amiga minha e, tenho certeza, de muitos que estão aqui: a jornalista Ieda Beltrão. Infelizmente, ela não mora mais em Santiago e não pôde ver esse sonho ser realizado, de ver o nome de Caio recebendo a merecida atenção. Então, lembrando de minha amiga Ieda Beltrão, quero dizer para vocês que descubram Caio Fernando Abreu, conheçam Caio Fernando Abreu, leiam Caio Fernando Abreu e sintam Caio Fernando Abreu. E, que após termos assistido as belas encenações que vimos nessa noite, só tenho a dizer mais uma coisa: viva o teatro, viva a dança, viva a cultura, viva a arte, viva o Santiago Encena".
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Devo dizer que proferi a última frase a plenos pulmões. Gritando, entusiasmado. (para não dizer fiasquento...)
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Por isso, o Noé me chamou de "Rainha do Baile"...
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Durante a abertura foi entregue o troféu Caio Fernando Abreu para Froilan Oliveira, pela Literatura; para Valdir Amaral Pinto, pela Cultura e para a professora Mara Rebello, pela Educação. Parabéns aos homenageados. Só lamentei que esqueceram de citar o vereador Nelson Abreu, como criador do troféu Caio Fernando Abreu. Uma indelicadeza.
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Ontem, após jogarmos um futebolzinho amigo (muito coice, muitos hematomas, bola na cara...), o Divaldo me comentou que um grupo de Ijuí papou a maioria dos troféus do Encena, mas que o grupo da Angela Genro, o Dom de Semblantes, havia conquistado alguns prêmios importantes para Santiago. Fiquei feliz. Adoro a Ângela e o grupo dela está muito bem estruturado.
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Fora que tenho grandes amigos que atuam no grupo.
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Sobre o futebolzinho amigo: eu fiz dois gols. Sério.
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...E não foram contra, tá?